Descubra como o uso excessivo da internet e das redes sociais pode prejudicar o seu filho.

O que isso pode causar aos pequenos?

Ainda não sabemos o quanto os problemas listados agora no presente podem influenciar na vida adulta dessas crianças, mas a partir do momento em que conhecemos alguns desses malefícios, podemos pensar em ações que contribuam para que essa interação seja cada dia mais saudável.

No e-Book iremos trabalhar as seguintes questões:

  • Internet;
  • Redes Sociais;
  • Uso excessivo de tecnologias de comunicação;
  • Comportamento infantil.

Clique abaixo e faça o download.

Sobre a Escola da Inteligência

Conheça o programa que transforma a vida de 200 mil alunos em todo o Brasil.

Escola da Inteligência é um programa que encanta escolas e familiares em todo o País ao promover uma educação emocional e social, que melhora a aprendizagem, o raciocínio, as relações interpessoais e prepara crianças e jovens para os desafios da vida.

Fundamentado na Teoria da Inteligência Multifocal, de autoria do Dr. Augusto Cury, o programa envolve alunos, pais e professores e contempla desde a Educação Infantil até o Ensino Médio, com metodologia específica para cada faixa etária.

São 450 escolas conveniadas, com mais de 200 mil alunos e 3 mil professores.

Gostou? Então conheça outros materiais educativos que a Escola da Inteligência oferece gratuitamente!

Saiba mais sobre segurança digital para crianças e adolescentes.

Com o uso cada vez maior da internet por crianças e jovens, cresce o desafio da família em acompanhar e orientar seus filhos nesse processo.

Mesmo representando uma ótima ferramenta de aprendizagem, divertimento, interação e lazer, a internet também pode ser perigosa para as crianças e jovens.

Mas como a família pode orientar os filhos para uma utilização consciente e segura? Como realizar um monitoramento saudável dos acessos, evitando que estes tragam riscos para suas vidas?

Com o intuito de colaborar com você família, trouxemos algumas dicas para ajudá-los a compreender e lidar melhor com esse processo.

Continue sua leitura e confira algumas sugestões!

1. Converse com o seu filho e oriente sobre a privacidade

O mais importante é o diálogo. Nem sempre podemos acompanhar tão de perto o que os filhos estão fazendo no computador conforme eles vão ficando mais velhos.

Por isso, é importante manter uma relação de diálogo para que haja abertura para conversar sobre o tipo de comportamento e pessoas a serem evitados nas redes.

Além disso, na medida do possível, busque acompanhar os conteúdos que ele está acessando, sejam jogos, aplicativos variados ou, principalmente, redes sociais, que são locais onde ele pode interagir com outras pessoas, muitas vezes desconhecidas.

O Facebook é uma rede social muito acessada por crianças, pois, apesar de contar com termos de uso restritivos — só pessoas acima de treze anos de idade podem criar uma conta —, é bastante simples burlar esse mecanismo.

No entanto, é fato que não podemos adotar uma conduta alienante, proibindo o uso da internet por nossas crianças e jovens, mas é necessário nosso acompanhamento e orientação desses momentos mais de perto, como: não postar fotos, não revelar qualquer endereço e informação pessoal, entre outros.

De qualquer forma, esteja próximo de seu filho quando ele estiver navegando e tenha livre acesso para fiscalizar e averiguar para saber com quem ele está falando e o que está postando.

2. Utilize práticas que facilitem sua monitoração

Algumas práticas colaboram para que os pais consigam acompanhar mais de perto os acessos dos filhos à internet. Confira:

  • instale o computador em um local no qual seja possível verificar e monitorar suas atividades;
  • tenha acesso a todas as senhas de seu filho;
  • verifique com regularidade o histórico do computador;
  • Pergunte a ele quais são os ambientes/sites/rede social que ele mais gosta de acessar.
  • Veja também se ele já encontrou algum ambiente/site/rede social que não tenha o agradado? Descubra por que não.

3. Imponha limites quanto ao uso de dispositivos com acesso à internet

Apesar das crianças e jovens não gostarem, eles é importante estabelecer horários de uso da internet.

Essa medida colabora para que as crianças não exagerem na navegação, bem como contribui para que tenham mais tempo para outras atividades.

Vale ressaltar que algumas pesquisas que vem sendo desenvolvidas associam a exposição de crianças à tecnologia por muito tempo a um comportamento mais ansioso

É importante que, de preferência, os pais escolham as horas do dia nas quais estarão por perto e, assim, possam acompanhá-los com maior facilidade.

4. Oriente seu filho sobre algumas questões

Se encontrar algo suspeito em históricos ou buscas, oriente seu filho e fale claramente sobre os perigos a que ele está exposto com esse tipo de comportamento.

Se você conhecer histórias reais que tenham acontecido, você pode usá-las como exemplo para orientar.

Em relação à caixa postal, aconselhe-o a não abrir e-mails de remetentes desconhecidos, pois podem ser spam ou vírus.

Deixe claro para seu filho que, na internet, ele precisa também tomar cuidados com desconhecidos e com o que publica e acessa. As precauções devem ser bem grandes, tais quais ocorrem na vida real.

5. Instale filtros de conteúdos

Alguns filtros ajudam a proteger os filhos na internet, controlando seus acessos. Veja alguns deles:

  • Norton Family: o programa oferece ferramentas que protegem smartphones e tablets e faz monitoramento de controle de tempo, redes sociais, entre outros;
  • K9 Web Protection: é um filtro de monitoramento que permite aos pais bloquear sites, aplicar restrições de tempo e ainda configurar buscadores, forçando a “Safe Search”;
  • MetaCert: conta com ferramentas que protegem as crianças contra pornografia online;
  • Windows Live Proteção: possibilita a criação de vários usuários em um computador e gerenciar os acessos de cada um;
  • Zuggi: é um site de busca para crianças. Conta com um visual infantil e impede o acesso a conteúdos impróprios.

E você, o que achou deste post sobre como proteger os filhos na internet? São medidas que ajudam a permitir um uso saudável do computador e da internet, evitando exposição a perigos.

Compartilhe, então, essas sugestões nas suas redes sociais e ajude seus amigos com nossas dicas! Além disso, confira nosso e-book sobre o uso excessivo da tecnologia por crianças!

Nos últimos anos a internet se mostrou como uma ferramenta muito útil na hora de trocar informações, consultar textos, comprar produtos e até manter contato com amigos distantes. Porém, nem sempre ela pode ser considerada totalmente segura. Problemas que vão desde vírus até pessoas mal intencionadas podem ser encontrados na internet.

Confira 5 grandes perigos que a internet pode trazer aos seus usuários e como se prevenir deles:

1. Vírus
Existem vários tipos de vírus e todos eles são prejudiciais para o computador. É possível encontrá-los em diversos ambientes e, normalmente, o vírus infecta o sistema, faz cópias de si mesmo e depois tenta se espalhar para outros computadores. Para se prevenir deste perigo basta manter seu antivírus atualizado e estar sempre atento caso seu PC apresente problemas de lentidão ou outros sintomas esquisitos.

2. Spams
O spam é uma mensagem eletrônica não autorizada pelos internautas, mas que são enviadas da mesma forma. Possuem o objetivo de lotar a caixa de e-mail de seus receptores e, algumas vezes, podem conter vírus que prejudicam o computador do internauta. Para se livrar deste problema basta marcar o e-mail como spam e, da próxima vez que receber uma mensagem deste remetente, ela será automaticamente considerada um spam.

3. Páginas falsas
As páginas falsas são uma forma de fraude eletrônica que tem o objetivo de adquirir informações pessoais dos internautas que a acessarem. Elas também são chamadas de phishing e sempre tentam induzir seus visitantes a colocarem os dados. As favoritas para se tornarem falsas são as páginas de banco. Para se proteger, toda a vez que for acessar seus dados pessoais tente usar a navegação InPrivate que os navegadores oferecem.

4. E-mails maliciosos
Há vários tipos de e-mail que possuem o objetivo de roubar informações pessoais dos internautas. Algumas vezes eles utilizam grandes empresas, como bancos, para poderem persuadir o receptor a entrar no link e fornecer seus dados. Promoções bizarras também pipocam nas caixas de e-mail. Sempre que receber algo suspeito, investigue. Se tiver dúvidas, não acesse ou clique em qualquer link.

5. Pessoas mal intencionadas
A internet tem a vantagem – ou desvantagem – de poder preservar a identidade de seus usuários. Muitas pessoas adquirem outras personalidades para conseguirem persuadir os internautas. As intenções são as mais variadas, desde crackers tentando roubar informações pessoais até pedófilos tentando marcar encontros. Para evitar este perigo basta não se comunicar com estranhos. Tanto nas redes sociais como por e-mail, apenas converse com quem tenha contato.

Violações de segurança cibernética foram e ainda são uma ocorrência regular, por esse motivo, precisamos sempre estarmos atentos às formas de se proteger na internet.

Até mesmo Mark Zuckerberg — presidente do Facebook — é uma pessoa altamente cuidadosa. Ao comemorar 500 milhões de seguidores em seu perfil no Instagram, a empresário publicou uma foto em forma de agradecimento ao público. Porém, uma das coisas que mais chamaram atenção na fotografia foi o computador dele. A imagem mostrava que o laptop dele estava com a webcam e o microfone cobertos.

Pode até parecer exagero, mas Mark está muito certo em se proteger dessa maneira. Com o avanço tecnológico, os atuais dispositivos como laptops, celulares e tablets, por seus vários recursos automáticos, são os que mais estão em risco de serem invadidos por softwares maliciosos.

Celebridades e pessoas públicas podem ser muito mais visadas nesse tipo de risco, mas nada impede que nós, pessoas comuns, sejamos alvos de hackers, como bem mostrou uma série da Netflix, que trata sobre tecnologia.

Pensando nisso, trouxemos algumas eficientes formas de se proteger na internet. Acompanhe!

1. Não deixe a webcam ligada em desuso

A webcam é uma ferramenta poderosa que aproxima muito as pessoas e a auxilia muito em conferências. Entretanto, se ela não estiver em uso no momento, desligue-a ou de preferência, cubra-a para evitar que hacker tenham acesso às suas imagens.

2. Não deixe o microfone do seu computado ligado

O mesmo se adequa ao microfone, seja um modelo inserido de fábrica em seu computador ou algum dispositivo externo que você tenha conectado a ele.

Tudo que possa dar informações às outras pessoas deve ser bloqueado para não facilitar a vida dos hackers.

3. Saia de todas as suas contas de e-mail e redes sociais ao terminar de usar

Esse tipo de descuido é muito comum, especialmente quando utilizados computadores públicos ou compartilhados, seja na empresa, na faculdade ou demais locais.

Se precisar logar suas redes pessoais em qualquer computador que não seja o seu, não esqueça de, no final, fazer logout de tudo o que acessou, não dando margem a outros usuários que de ter acesso às suas informações.

Um bom artifício para aqueles que têm o costume de utilizar o Chrome como navegador, é sempre acessar com a opção “nova janela anônima”. Esse recurso não deixa rastros e, consequentemente não arquiva suas informações como login e senha.

4. Não divulgue informações pessoais na internet

É muito importante que ao acessar e navegar pela internet você não dê informações que possam ser usadas por estelionatários ou sequestradores.

Assim, evite dar o endereço de sua casa, seu número de telefone, número de documentos etc., especialmente em sites não confiáveis, como redes sociais, onde todos podem ter acessos.

Esse tipo de informações é confidencial e, por isso, só devem ser transmitidas para empresas sérias e em endereços que constem no início “https://”. Esse “S” significa que o site é seguro.

5. Crie senhas difíceis e mude-as, periodicamente

Uma senha forte é uma das melhores formas de se proteger na internet, afinal é a barreira inicial para o acesso a qualquer site ou plataforma que você queira acessar.

Evite datas especiais, nome de familiares ou do animal de estimação ou demais palavras que possam sem facilmente identificadas. Dê preferência para a utilização de letras em maiúscula e minúscula, números e caracteres especiais.

Existem sites especializados para lhe ajudar nesse processo e até criar senhas aleatórias que possam não ser identificadas.

6. Atualize o antivírus e faça uma varredura periódica em seu computador

Quando se trata de proteção contra vírus, malwares e hackers, os antivírus são a melhor forma de combate. Opte sempre por plataformas de qualidade que tenham boas ferramentas de bloqueio contra inimigos.

Nesse aspecto, os aplicativos pagos valem muito a pena por fornecer uma gama muito maior de proteção para seus dados e arquivos. E, afinal, quando falamos de proteção, todo investimento é muito válido.

7. Tome cuidado com downloads

Em diversos sites que acessamos pop-ups com anúncios de ofertas e, especialmente, downloads inundam nossas telas. São assuntos de todos os tipos e com as mais bizarras opções possíveis. Apesar de tantas ofertas, tenha sempre muita atenção a esse ponto. Clique em baixar somente se tiver certeza de que aquilo é seguro.

Mesmo em sites confiáveis, é necessário ter muita atenção onde se está clicando. Muitas pessoas mal-intencionadas incluem “Cavalos de Tróia” juntamente com links confiáveis, exatamente para você seja apanhado em alguma dessas armadilhas.

8. Não instale softwares piratas em seu computador

Por fim, dê atenção a qualidade dos softwares que são instalados em seu computador, especialmente os que não são originais.

Aplicativos licenciados possuem garantia e suporte do fabricante contra riscos de invasão e problemas técnicos. Já os que são pirateados não terão esse tipo de resguardo.

Apesar de serem muitas as providências a serem tomadas para garantir sua segurança, todas são muito importantes e não devem ser negligenciadas. Seguindo essas formas de se proteger na internet você evitará que invasores usem ou divulguem suas informações, e assim, estará garantindo uma navegação muito mais sossegada.

Gostou desse nosso post? Quer ficar sempre por dentro dos nossos conteúdos e receber as melhores dicas diretamente em seu e-mail? Então assine já nossa newsletter!

Os estudantes estão conectados na internet sempre que podem: postam opiniões, fotos e vídeos, indicam o local em que estão, trocam mensagens mesmo com pessoas que nunca viram pessoalmente. “Os ambientes digitais são os espaços de convivência dos jovens. O que para nós é uma exposição, para eles é apenas parte do relacionamento”, explica Juliana Cunha, psicóloga da SaferNet, que visa promover o uso seguro da rede (veja no quadro destaques de pesquisa da organização)

Se na maior parte das vezes a comunicação virtual é inofensiva, em alguns momentos ela pode ser excessiva e prejudicial. Os adultos devem orientar os mais novos a identificar quando a ação ultrapassa o aceitável. “Aquilo que curtem e compartilham ou as comunidades às quais pertencem falam muito sobre quem são, e essa exposição pode trazer consequências diversas”, diz. 

O papel da escola é fundamental já que, segundo Juliana, nem sempre os pais têm clareza dos perigos da internet: “Muitas vezes, eles ficam preocupados sobre aonde o filho vai e em que companhia, mas não com quem ele se relaciona na rede. A escola pode alertar, informar e envolver todos”. Confira as orientações dos especialistas.

Fazer prevenção permanente Chamar especialistas para dar palestras enriquece o debate e mostra como ele é prioridade na escola. Porém, para haver resultados, a discussão sobre comportamento e ética nos ambientes virtuais não deve ser restrita a momentos isolados. No dia a dia, cabe a você antecipar situações perigosas, como o compartilhamento de fotos sem autorização, e discutir com os estudantes a melhor maneira de agir. 

Orientar sobre privacidade No celular, aplicativos como WhatsApp, Secret e Snapchat propiciam a disseminação rápida, e muitas vezes não autorizada, de conteúdos privados. Um caso cada vez mais comum é a troca de fotos ou textos íntimos, conhecida como sexting. Um aluno manda para um amigo, este envia para outro, que encaminha para um terceiro, só aumentando o constrangimento da vítima. “É essencial ensinar os estudantes a avaliar se suas ações podem prejudicá-los de alguma forma”, explica Juliana. 

Mostrar consequências A falsa sensação de anonimato e impunidade estimula atitudes irresponsáveis. “Deixe claro que a internet não é uma terra sem lei: se alguém comete um crime ou viola o direito de alguém pode ser identificado e pagar pelo mal que causou”, explica Juliana. Lembre que os registros na internet são perenes e difíceis de apagar. A curto prazo, a exposição inadequada de si mesmo ou do outro pode se transformar em um enorme transtorno ou em um caso de cyberbullying, quando o fato ocorre repetidas vezes. A longo prazo, pode comprometer a reputação de uma pessoa, como no momento de procurar emprego ou ter outros relacionamentos. 

Manter o canal de diálogo aberto Os educadores devem construir uma relação de confiança e respeito com os estudantes de maneira que eles se sintam à vontade para se comunicar e pedir ajuda, caso necessário. “Quando eles podem falar sobre o que vivem, a escola antecipa, prevê e evita situações indesejadas”, diz Juliana. Procure entender o aluno e o sentido que têm para ele as redes sociais. “A forma de falar também importa. Se o professor só aponta o que está errado, o aluno evita compartilhar. Não é preciso dar uma resposta definitiva, mas ajudar a pensar e direcionar para uma melhoria, com sugestões e críticas”, diz César Nunes, assessor de tecnologia da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. 

Discutir regras de uso Mais efetivo do que impor proibições, é envolver os alunos na decisão sobre regras e punições. Definir como e quando usar o computador e o celular ou quais sites são liberados para acesso é uma boa oportunidade, de acordo com Nunes, para desenvolver o senso crítico nos estudantes. Uma opção é a escola estabelecer limites gerais em conjunto e os professores tomarem as decisões mais específicas com suas turmas, de acordo com as características do ano em que estudam e dos interesses que apresentam. “Esses combinados só se transformam em valor se a turma participar”, diz. 

Usar a internet de forma positiva Aproveite a tecnologia para se comunicar com os alunos, publicando documentos, atividades e outros materiais úteis para a sala. Embora sejam nativos digitais, os jovens muitas vezes fazem uso repetitivo e pobre do computador: amplie o horizonte deles mostrando possibilidades positivas e produtivas da tecnologia. Estabeleça uma troca com os pais, usando ferramentas digitais para envolvê-los nas discussões da escola. 

Alertar sobre senhas É comum os estudantes confundirem a forma de demonstrar amizade e afeto e compartilhar as senhas com os colegas. O problema é que, com isso, perdem o controle do que pode ser feito com suas informações pessoais. Assim, números de documentos, endereço ou fotos correm o risco de cair nas mãos de pessoas mal-intencionadas. Explique que as senhas do mundo digital são pessoais e, portanto, devem ser mantidas em sigilo. 

Intervir rapidamente Por ter mais proximidade com os alunos, o professor costuma ser o primeiro a saber de conflitos entre eles, seja na sala, seja nos ambientes virtuais. Por isso, converse com a turma e discuta soluções. Os problemas mais sérios devem ser compartilhados com a equipe escolar e as famílias dos envolvidos. Em caso de crime, é imprescindível acionar as autoridades responsáveis pela proteção de crianças e adolescentes, como Conselho Tutelar e Ministério Público (MP).

“John Cohn – cientista maluco”, poderiam ser as primeiras palavras pronunciadas por este engenheiro da IBM ao apertar a mão do jornalista, mas ele reserva essa apresentação para o final da entrevista, na forma de um cartão de visita.

Com os cabelos grisalhos despenteados e uma barba bastante povoada, Cohn (Nova York, 1950) apresenta um caráter afável e sereno, incapaz de apagar o sorriso de seu rosto. Sobre a camisa veste uma jaqueta escura em lugar da colorida bata com a qual em várias ocasiões alimentou a imagem de gênio descuidado que lhe valeu o apelido de Yoda da internet das coisas. Foi justamente seu aspecto que levou o Discovery Channel a procurá-lo para participar do The Colony, um reality show de sobrevivência no qual durante três meses, vivendo num ambiente controlado, os participantes deviam utilizar os limitados recursos à disposição para conseguir água, comida, eletricidade e se defender de ameaças externas.

Cartão de visita do engenheiro da IBM.
Cartão de visita do engenheiro da IBM.

“O programa era realmente estúpido, mas tinha algo de muito interessante: exibiam todas as experiências que fazíamos, saíssem bem ou mal. E isto é muito positivo, porque, como cultura, não gostamos de falar de fracasso, mas ele é parte do processo de invenção”, diz. Nesse sentido, também elogia o trabalho da Fuckup Nights, uma iniciativa que reúne pessoas para que falem sobre como aceitaram seus maiores erros. “Se não ensinar às pessoas como se fracassa e depois elas tentam corrigir o que fizeram errado, você está mentindo a elas sobre o processo criativo.”

Isto não significa que ele mesmo não tema o fracasso. Admite estar acostumado a se preocupar com a maneira como é visto, e arrisca que esse é o principal motivo pelo qual a sociedade evita fugir do estabelecido: por medo do que vão pensar quando você cometer um erro. “Temos que pensar como crianças, nos divertir com o que fazemos, focando no momento presente, sem calcular o que virá depois”, propõe.

O engenheiro extrapola seu pensamento para o ambiente corporativo e acrescenta que quando as companhias duvidam perante uma mudança, estão perdendo um tempo muito valioso. “Se você não se mexer por ter medo de fracassar, no final fracassa desde o começo, sem ter partido da linha de saída”, argumenta. “Ninguém é demitido por cometer um erro honesto.”

Cohn adota essa filosofia desde criança. Também é verdade que as circunstâncias que o cercaram não poderiam ter sido melhores: cresceu em Houston (Texas) nos anos 60, durante a época dourada da NASA. “Ia à escola com filhos de engenheiros e astronautas; todo mundo queria se dedicar à ciência. Lá aprendi a intercessão entre ser bastante freak, se divertir e trabalhar duro.”

O engenheiro durante sua participação no programa ‘The Colony’, do Discovery Channel.
O engenheiro durante sua participação no programa ‘The Colony’, do Discovery Channel.

Desde então, é um firme defensor da importância de brincar, de pôr em prática qualquer ideia por mais louca que pareça, para demonstrar de maneira empírica se de verdade estamos equivocados: um verdadeiro apologista da doutrina da tentativa e erro. “As empresas têm que deixar que as pessoas sujem as mãos, que explorem sua capacidade criativa”, sustenta. “Normalmente, temos 100% do nosso tempo ocupado, seguimos uma estrutura e esquemas de trabalho que não deixam espaço para a brincadeira; necessitamos de mais liberdade para levar novos projetos adiante.”

Tampouco estamos fazendo tudo errado. A tecnologia oferece novas ferramentas que ajudam as pessoas a adotarem uma filosofia makerYouTube, Vimeo e Slack, por exemplo, construíram um ecossistema interessante no qual as ideias podem fluir com mais facilidade. “Estas plataformas e as redes sociais permitem se comunicar com qualquer um. Se tenho uma dúvida, pergunto pelo Twitter e meus seguidores podem me dar sua opinião”, exemplifica. “Além disso, com o open data você pode misturar versões que outros criaram para desenvolver suas ideias mais rapidamente, e deixar que outros possam usar o que você construir para fechar o círculo.”

A curiosidade o levou a se aprofundar em tecnologias como blockchainopen data e, claro, a internet das coisas. Sua intrusão em novos campos é experimental em muitos casos, e admite que sempre encontra programadores melhores que ele, mas reivindica a necessidade de se meter onde não é chamado para criar um ambiente propenso à inovação. “Quando você faz algo legal, cria-se um círculo virtuoso: as pessoas da sua equipe encontram a maneira de lhe dar uma mão, aprendem com você, e você aprende com eles. Assim é que a tecnologia se propaga.”

E não se pode negar que vivemos na melhor época para isso: os dados abertos conferem um potencial quase ilimitado à originalidade. “A melhor inteligência artificial se baseia em open data. Compartilhando informação, é possível realizar centenas de ideias. É absolutamente exponencial.”

Cohn durante a entrevista.

O WhatsApp, o aplicativo de mensagens mais usado no mundo, é atualizado constantemente. E acaba de publicar sua habitual “lista negra” de celulares em que o serviço não estará disponível a partir de 1º de janeiro.

A empresa, que tem mais de 1,5 bilhão de usuários, já indicou no passado que prefere se concentrar nas “plataformas de telefonia móvel usadas pela grande maioria das pessoas”.

PUBLICIDADE

É por isso que a companhia disse que quem utiliza o sistema operacional Nokia S40 só terá acesso ao aplicativo até 31 de dezembro de 2018, de acordo com o blog da empresa.

O S40 é um software que foi desenvolvido pela empresa finlandesa Nokia em 1999 e que, segundo a companhia, passou a ser usado “em centenas de milhões” de celulares.

Entre eles, estão o Nokia 206 e 208, Nokia 301, Nokia 515 e grande parte da série Nokia Asha C3, X2 e X3. Esses dispositivos ainda são vendidos como alternativa aos smartphones mais famosos em diversas lojas e sites.

Celulares como o Nokia Asha 501 ficaram 'velhos' para o WhatsApp O caso do iPhone 4

Celulares como o Nokia Asha 501 ficaram ‘velhos’ para o WhatsApp O caso do iPhone 4

Getty Images

O WhatsApp também adiantou algumas mudanças que vão afetar quem tem um celular emblemático da Apple: o iPhone 4. E, embora ainda seja compatível com esse dispositivo, em breve vai deixar de ser.

O aplicativo não permite mais a criação de novas contas a usuários que tenham esse modelo de iPhone ou qualquer outro que funcione com o iOS 7 ou outra versão anterior do software da Apple.

E a partir de 2020, o WhatsApp deixará de funcionar completamente nesses telefones.

Se você tem um iPhone 4, já não pode se inscrever no WhatsApp ou verificar sua conta

Se você tem um iPhone 4, já não pode se inscrever no WhatsApp ou verificar sua conta

Getty Images

“O WhatsApp para iPhone requer [um sistema operacional] iOS 8 ou posterior. No iOS 7.1.2, não é mais possível criar novas contas ou verificar contas existentes. Se o WhatsApp já estiver ativo no seu dispositivo, você poderá usá-lo até 1º de fevereiro de 2020. O iOS 6 ou anteriores não são mais compatíveis”, diz o site da empresa.

“Para uma melhor experiência, recomendamos a utilização da versão mais recente do iOS disponível no seu telefone. Visite a página de ajuda da Apple para saber como atualizar o software do seu iPhone.”

Android 2.3.7

O caso dos celulares que utilizam o sistema operacional Android 2.3.7 (e versões anteriores) é muito semelhante ao do iOS 7.1.2: só podem usar o WhatsApp até 1º de fevereiro de 2020.

Segundo dados do Google, existem cerca de 6 bilhões de celulares no mundo que rodam com Android 2.3.7 ou uma versão anterior do sistema operacional.

Recomenda-se atualizar o celular e baixar a versão mais recente do sistema operacional disponível

Recomenda-se atualizar o celular e baixar a versão mais recente do sistema operacional disponível

Getty Images

Também conhecido como Gingerbread, o Android 2.3.7 foi lançado em dezembro de 2010 junto com o Nexus S, um smartphone fabricado pela Samsung. Seu sucessor, o Android 3.0 Honeycomb (ou “favo de mel”) foi lançado em fevereiro de 2011.

Se você quiser continuar usando o WhatsApp, será necessário atualizar seu sistema operacional.

Em que dispositivos o Whatsapp está disponível? Android com sistema operacional 4.0 ou superior iPhone com iOS 8 ou mais avançado Windows Phone com sistema operacional 8.1 ou posterior JioPhone JioPhone 2

É novembro e estamos em Lisboa em um gigantesco evento sobre a Web e seus negócios. Um homem usa o palco para pedir alguma coisa que, nota-se, considera importante: que Governos, empresas e cidadãos o ajudem a corrigir a Internet, porque é um desastre. Não é um exaltado, nem um apocalíptico, mas sir Tim Berners-Lee, inventor da World Wide Web, um pai preocupado. Ou, para ser mais precisos, “devastado”, como disse certa vez.

Depois de um período inicial de otimismo, nos últimos anos vimos como a ferramenta que iria mudar o mundo serviu para manipular eleições, provocar matanças, destruir vias neurais, afundar economias. Enquanto os cidadãos acabam de aceitar o diagnóstico e começam a limitar o tempo de exposição de seus filhos ao celular, quem está um passo à frente constrói a próxima fase da Internet, inspirados naquela primeira época, os anos 90, quando quase tudo era amador e as empresas ainda não tinham chegado. Pouco resta, no entanto, da inocência de quem nunca viu o lado escuro.

“Nós não precisamos de uma revolução, precisamos de um renascimento: o renascimento de velhas ideias, tais como o peer-to-peer [isto é, a conexão direta entre computadores, sem servidores], no novo contexto de uma sociedade digital”, diz o teórico da mídia Douglas Rushkoff, que em janeiro publicará o livro Team Human (equipe humana), um chamado a organizar a sociedade entre todos porque “as nossas tecnologias, mercados e instituições culturais que antes eram forças para a conexão e expressão humana, agora nos isolam e reprimem”.

O que pode ter dado errado?

Os criadores da primeira Internet fizeram um bom trabalho no avanço de grandes problemas e soluções: a Web deveria ser uma invenção gratuita, aberta e neutra; o acesso, universal para evitar a desigualdade; era bom desconfiar das empresas que tentassem roubar todo o oxigênio e enclausurar-nos em jardins murados que simulam a Internet real; os intermediários levantavam suspeitas; deviam ser cultivadas as ações para o bem comum (a utilidade pública); a Internet não era para ser uma ferramenta passiva, mas algo que reescreveríamos juntos.

O que ninguém viu chegar era o celular (e com ele, a onipresença da conexão), a ânsia das empresas por devorar o nosso tempo e nossos dados, nossa cumplicidade por deixá-las fazer isso e transformá-las em intermediárias de nossas relações, as consequências de conectar tantas emoções nem sempre positivas.

A Internet nasceu com um pecado original que degenerou em usuários infelizes, meios de comunicação em extinção e grandes monopólios dispostos a permitir tudo de modo que possam extrair ouro na forma de dados: um modelo econômico baseado na economia do atendimento, da gratuidade e da publicidade que antes parecia não apenas inofensivo, mas ideal.

A Web é agora tão fechada e monopolista que para muitos é sinônimo de Facebook e WhatsApp… que pertence ao Facebook. “As pessoas em muitos países só sabem se conectar umas com as outras para o benefício de uma empresa de publicidade na Califórnia. É terrivelmente triste e representa uma falha profunda”, diz o autor Jaron Lanier. Essas redes “estão projetadas para te enganar, te manipular. Têm um efeito negativo sobre o teu bem-estar emocional, na política, no mundo”.

Corrigir o desastre da Internet
ALAMY STOCK PHOTO / ALLAN CASH PICTURE LIBRARY

No que se enganaram aqueles que construíram a Internet? “Não sei se adianta muito gritar ao jovem o que foi”, responde Lanier, pioneiro da realidade virtual, “mas nós deixamos a Internet muito incompleta, não fizemos o suficiente”. Deveríamos ter construído recursos como o WhatsApp, maneiras de ter uma identidade consistente, de armazenar e controlar os seus próprios dados, mas como não fizemos isso, deixamos espaço para os estúpidos monopólios. Isso foi um enorme erro”, reconhece.

“Bem, acho que estamos mais vulneráveis ao poder inexorável do capitalismo corporativo do que pensávamos. Era mais fácil que as empresas se apossassem da Internet, do que a Internet se apossar das empresas”, diz Rushkoff.

Uma Constituição

O que esse preocupado Berners-Lee anunciou este mês em Lisboa foi um “contrato para a Internet”, uma espécie de carta de direitos e obrigações para empresas, Governos e usuários para ser apresentada em maio de 2019, coincidindo com o momento em que metade do mundo terá acesso à Web. Para essa metade, diz a campanha, “os benefícios da Web são acompanhados de riscos demais: nossa privacidade, nossa democracia, nossos direitos”.

Embora no momento já tenha sido firmado por empresas como Google e Facebook e mais de 80 países e organizações, e os compromissos sejam tão básicos como respeitar a privacidade dos indivíduos, a grande questão é se isso servirá para alguma coisa.

“Deixamos a Internet incompleta, e espaço para os estúpidos monopólios. Foi um enorme erro”

JARON LANIER, PIONEIRO DIGITAL

“Não ocorreu a ninguém que os direitos humanos tivessem que ter uma parte online”, diz o diretor de estratégia da WWW Foundation, José María Alonso. No panorama internacional — ainda chocado por descobrir que o Facebook alimentou o discurso islamofóbico que causou o genocídio dos rohingyas em Mianmar (antiga Birmânia) —, onde o acesso é o primeiro problema; a neutralidade ainda não está garantida, a liberdade de expressão está sob ameaça e há grave perigo de uma balcanização se a China e outros países se separarem. A Europa é um dos lugares mais avançados na defesa de seus cidadãos: está tramitando o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GPRD, na sigla em inglês). Esta lei rigorosa de proteção de dados será aplicada a todas as empresas que operam na UE, independentemente do local em que tiverem suas sedes.

Descentralizar, distribuir

Tomar como base apenas leis, tratados e acordos voluntários não parece ser uma estratégia adequada de uma mente como a de Berners-Lee, e de fato não é: o inventor da World Wide Web trabalha em paralelo com o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), no Solid, o mais conhecido dos projetos da chamada “Internet distribuída”. Essa ideia reúne milhares de projetos que tentam regressar a uma Internet peer-to-peer, ou seja, verdadeiramente dividida entre todos os computadores conectados à Web, e não armazenada nos servidores de algumas empresas. É uma ideia tão antiga quanto radical. Se a Internet retorna a sua ideia original, tudo poderá mudar. Sem dados não há negócios.

No mundo do Solid, por exemplo, ao entrar receberemos um identificador pessoal e o personal online data store (POD), um lugar de armazenamento de dados individual, sobre o qual teremos controle absoluto. A partir daí, não há senhas, aplicativos que não se comunicam uns com os outros ou arquivos privados armazenados por empresas obscuras do outro lado do mundo. Tudo o que você precisa para se comunicar estará lá.

Nessa Internet distribuída, tudo ainda está por fazer, e isso tem atraído as esperanças de uma crescente comunidade de programadores de todo o mundo. “Agora que experimentamos a parte negativa dos intermediários, é essencial construir uma nova Internet que não precise deles”, diz André Medeiros, criador do Multiverso, uma rede social de código aberto na qual todos os dados do usuário são armazenados em seu próprio dispositivo e pode funcionar até mesmo sem Internet, pulando de celular para celular.

O dinheiro

Muitos projetos descentralizados trabalham na tecnologia blockchain, uma forma segura de cortar, dividir e armazenar dados em rede e que, entre suas infinitas possibilidades, foi aplicada pela primeira vez para criar criptomoeda. Ao contrário dos pensadores da primeira Internet, os atuais atacam o problema a partir de sua própria essência: o dinheiro.

Além do trabalho desesperado da mídia buscando métodos de financiamento alternativos à publicidade, surgem ideias como a de Lanier: por exemplo, pagar e cobrar para usar e contribuir para as redes sociais ou as buscas. “Quando os usuários pagarem às empresas de rede, estas servirão a esses usuários”, escreve o autor de Dez Argumentos para Você Deletar Agora suas Redes Sociais. O sistema atual, defende, só permite que as estrelas vivam dele, mas em uma economia profunda e verdadeira não sobrevivem só os atores, mas também o resto das pessoas que trabalham no filme.

Chegarão às empresas comitês transparentes de ética e um maior respeito ao usuário

CARISSA VÉLIZ, PESQUISADORA

Modelos antigos, como as cooperativas ou a utilidade pública, voltaram com força. Na FairBnB, uma alternativa à AirBnb, Prefeituras, moradores e proprietários de apartamentos para aluguel compartilham a propriedade e os lucros do negócio para tentar controlar seus efeitos negativos. Fala-se também da possibilidade de criar sindicatos de dados para ganhar poder de barganha com as empresas que precisam deles, por exemplo, para treinar suas inteligências artificiais. Parece loucura, mas não é assim no Vale do Silício, onde se discute a idoneidade de uma renda básica universal que compense os empregos que serão perdidos por causa dos algoritmos.

A ética

Como o Facebook comprovou, quando uma empresa é tão grande que seu nome se torna sinônimo de Internet, seus problemas passam a ser de todos. Enquanto a rede social ganha tempo depois de ter sido revelada a sua falta de ética após os escândalos da Cambridge Analytica e da propaganda russa, a grande questão é como lhe pedir explicações, como limitar o seu poder, como se certificar de que está à altura de responsabilidades que seus fundadores nunca previram. Uma má decisão do Facebook pode ser fatal para a democracia, e outra do Twitter pode agravar o assédio online ou limitar a liberdade de expressão.

Carissa Véliz, uma pesquisadora da Universidade Oxford especializada em privacidade, compara a situação atual com o que aconteceu quando avanços técnicos como o respirador artificial deixaram em apuros médicos e hospitais e, como consequência, se desenvolveu a bioética. Ela explica que surgiram códigos éticos internacionais, comitês de ética transparentes dentro das empresas e um maior respeito à autonomia do usuário. “Estamos numa era muito paternalista da tecnologia, as empresas não perguntam, impõem seus valores e produtos”, afirma.

Uma mudança significativa no sistema é que os jovens engenheiros estão deixando de sonhar em trabalhar para as grandes empresas porque cada vez mais eles se fazem mais perguntas. “É muito importante que os programadores pensem nas implicações morais e éticas de suas ações. A tecnologia que automatiza a identificação das imagens pode tornar a saúde mais barata — o que é bom —, mas também tirar os empregos dos técnicos — o que pode ser ruim”, diz o professor e ativista Ethan Zuckerman, que ministra um curso no MIT sobre as implicações da tecnologia.

Os dissidentes das grandes empresas também estão sendo fundamentais na mudança. O Center for Humane Tecnology, formado por ex-empregados de tecnológicas que, arrependidos, decidiram trocar o seu trabalho pela conscientização, se tornou famoso por denunciar que os aplicativos são concebidos de forma deliberada para aumentar o vício. Hoje, o Facebook, o Instagram ou o sistema operacional do iPhone informam os tempos de conexão.

Embora intelectuais, Governos, empresas e programadores tentem mudar as coisas, pouco será alcançado se os usuários não fizerem o mesmo. O espanto ainda dura: quem daqueles primeiros usuários, ao se conectarem há décadas, poderia imaginar que teria que resistir a um sistema que iria promover o conteúdo mais emocional (ou seja, o mais rentável), incitando-o a compartilhar notícias falsas ou prejudiciais, a espalhar a ira ou o abuso ou a lhe ceder uma porcentagem crescente de seu tempo de vida?

Palco de muitas discussões durante a campanha eleitoral deste ano, o WhatsApp é o aplicativo mais popular para troca de mensagens no mundo todo, pois pode ser (e é) utilizado para diversas outras finalidades. A plataforma tem grande destaque na comunicação por possibilitar o compartilhamento e a difusão instantânea de conteúdos. Possuindo cerca de 1 bilhão de usuários ativos diariamente, o app guarda algumas curiosidades pouco conhecidas pelos usuários.
Criado em 2009, o aplicativo possibilita hoje o compartilhamento de textos, áudios, fotos, vídeos e documentos. Com o intuito primeiro de tentar substituir as mensagens SMS, o WhatsApp tem conseguido também escantear o serviço das operadoras telefônicas ao permitir a realização de chamadas por voz e por vídeo, que propiciam inclusive a interação de até quatro pessoas simultaneamente.
O POVO Online lista abaixo algumas curiosidades encontradas no WhatsApp, que vão desde a origem de seu nome até o tempo médio em que os usuários gastam diariamente na plataforma.
Criadores
Os fundadores do WhatsApp são os ex-funcionários do Yahoo Jan Koum e Brian Acton. Tentando novos ares a partir de 2007, a dupla chegou a ser rejeitada pelo Facebook e pelo Twitter, onde tentaram emprego. Mas em 2009, veio a redenção: criaram a plataforma de mensagens instantâneas que cinco anos depois seria comprada por 22 bilhões de dólares pelo próprio Facebook.
Trocadilho
O nome do aplicativo é um trocadilho em inglês com a expressão “What’s up?”, que pode ser traduzida por “Como vai?” e “Qual a boa?”. Como a pronúncia de “up” e “app” é parecida, o nome acabou se encaixando à proposta dos criadores.
Surgimento
O WhatsApp surgiu com uma proposta ousada: substituir as mensagens SMS. Hoje, porém, o aplicativo faz bem mais que a troca de mensagens. Nele é permitido o compartilhamento de todo tipo de arquivos, como fotografias, vídeos, documentos, localizações, além de estabelecer chamadas por vídeo ou por voz.
A plataforma garante que todo o conteúdo compartilhado é totalmente encriptado, ou seja, não pode ser consultado pelo próprio WhatsApp nem por terceiros. A empresa justifica que isto tem por objetivo garantir a segurança aos usuários.
Tempo em chamadas
Após serem liberadas pelo aplicativo, as chamadas de vídeo e voz “caíram no gosto dos usuários”, como informa o WhatsApp. Tanto é que em torno de 2 bilhões de minutos são utilizados diariamente em chamadas, que podem ser realizadas por até quatro pessoas simultaneamente.
Tempo para apagar mensagem
Se porventura algum usuário enviar uma mensagem errada para alguém, nem tudo estará perdido. O WhatsApp informa que, em até 7 minutos após o envio, tanto em grupos como em conversas individuais, é permitido apagar a mensagem. Para isso, basta acionar as opções “Apagar” e logo depois “Apagar para todos”.
No entanto, O POVO Online testou a funcionalidade e obteve resultados distintos. Em alguns momentos foi possível apagar o conteúdo em até 10 minutos e, em outros, mais de 30 minutos após o envio.
Pessoas conectadas
O WhatsApp anuncia que, diariamente, mantém em torno de 1 bilhão de usuários ativos. Essa conexão gera aproximadamente 55 bilhões de mensagens trocadas, sendo 4,5 bilhões de compartilhamento de fotos e 1 bilhão de vídeos. Presente em mais de 180 países, o aplicativo suporta 60 idiomas.
Tempo de utilização
O WhatsApp é uma verdadeira “febre” entre grande parte de seus usuários. Em pesquisa recente, a empresa descobriu que uma pessoa gasta em média 195 minutos, ou seja, 3 horas e 15 minutos, utilizando o aplicativo semanalmente.

Internet é um sistema global de redes de computadores interligadas que utilizam um conjunto próprio de protocolos(Internet Protocol Suite ou TCP/IP) com o propósito de servir progressivamente usuários no mundo inteiro. É uma rede de várias outras redes, que consiste de milhões de empresas privadas, públicas, acadêmicas e de governo, com alcance local e global e que está ligada por uma ampla variedade de tecnologias de rede eletrônica, sem fio e ópticas. A internet traz uma extensa gama de recursos de informação e serviços, tais como os documentos inter-relacionados de hipertextos da World Wide Web (WWW), redes ponto-a-ponto (peer-to-peer) e infraestrutura de apoio a correio eletrônico (e-mails). As origens da internet remontam a uma pesquisa encomendada pelo governo dos Estados Unidos na década de 1960 para construir uma forma de comunicação robusta e sem falhas através de redes de computadores. Embora este trabalho, juntamente com projetos no Reino Unido e na França, tenha levado a criação de redes precursoras importantes, ele não criou a internet. Não há consenso sobre a data exata em que a internet moderna surgiu, mas foi em algum momento em meados da década de 1980.

O financiamento de uma nova estrutura principal de informática (dita backbone) para os Estados Unidos pela Fundação Nacional da Ciência nos anos 1980, bem como o financiamento privado para outros similares backbones comerciais, levou a participação mundial no desenvolvimento de novas tecnologias de rede e da fusão de muitas redes distintas. Embora a internet seja amplamente utilizada pela academia desde os anos 1980, a comercialização da tecnologia na década de 1990 resultou na sua divulgação e incorporação da rede internacional em praticamente todos os aspectos da vida humana moderna. Em junho de 2012, mais de 2,4 bilhões de pessoas — mais de um terço da população mundial — usaram os serviços da internet; cerca de 100 vezes mais do que em 1995.[1][2] O uso da internet cresceu rapidamente no Ocidente entre da década de 1990 a início dos anos 2000 e desde a década de 1990 no mundo em desenvolvimento. Em 1994, apenas 3% das salas de aula estadunidenses tinham internet, enquanto em 2002 esse índice saltou para 92%.[3]

A maioria das comunicações tradicionais dos meios de comunicação (ou mídia), como telefonemúsicacinema e televisão estão a ser remodeladas ou redefinidas pela internet, dando origem a novos serviços, como o protocolo de internet de voz (VoIP) e o protocolo de internet de televisão (IPTV). Jornais, livros e outras publicações impressas estão-se adaptando à tecnologia web ou têm sido reformulados para blogs e feeds. A internet permitiu e acelerou a criação de novas formas de interações humanas através de mensagens instantâneasfóruns de discussão e redes sociais. O comércio on-line tem crescido tanto para grandes lojas de varejo quanto para pequenos artesãos e comerciantes. Business-to-business e serviços financeiros na internet afetam as cadeias de abastecimento por meio de indústrias inteiras. A essa agregação de funcionalidades por meio dum núcleo comum (Internet, no caso), tem-se usado chamar convergência tecnológica ou, simplesmente, quando não for ambíguo, convergência.

A internet não tem governança centralizada em qualquer aplicação tecnológica ou políticas de acesso e uso; cada rede constituinte define suas próprias políticas. Apenas as definições de excesso dos dois principais espaços de nomes na internet — o espaço de endereçamento Protocolo de Internet e Domain Name System — são dirigidos por uma organização mantenedora, a Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números (ICANN). A sustentação técnica e a padronização dos protocolos de núcleo (IPv4 e IPv6) é uma atividade do Internet Engineering Task Force (IETF), uma organização sem fins lucrativos de participantes internacionais vagamente filiados, sendo que qualquer pessoa pode se associar contribuindo com a perícia técnica.

Terminologia

Obra Internet Messenger, de Buky Schwartz em HolonIsrael

O termo internet, como um sistema global específico de redes de IPs interconectados, é um nome próprio. A Internet também é muitas vezes referida como Net. A palavra “internet” foi utilizado historicamente, com inicial minúscula, logo em 1883 como um verbo e adjetivo para se referir a movimentos interligados. No início dos anos 1970, o termo internet começou a ser usado como uma forma abreviada do conjunto de redes técnicas, o resultado da interligação de redes de computadores com gateways especiais ou roteadores. Ele também foi usado como um verbo que significa “conectar”, especialmente redes.[4][5]

Os termos internet e World Wide Web são frequentemente usados como sinônimos na linguagem corrente, é comum falar-se de “navegar na internet”, em referências ao navegador web para exibir páginas web. No entanto, a internet é uma rede mundial de computadores especial conectando milhões de dispositivos de computação, enquanto a World Wide Web é apenas um dos muitos serviços que funcionam dentro da internet. A Web é uma coleção de documentos interligados (páginas web) e outros recursos da internet, ligadas por hiperlinks e URLs. Além da web, muitos outros serviços são implementados através da internet, como e-mail, transferência de arquivos, controle remoto de computador, grupos de notícias e jogos online. Todos esses serviços podem ser implementados em qualquer intranet, acessível para os usuários da rede.[6]

História

Ver artigo principal: História da Internet

Mapa da rede ARPANET em 1972.

A pesquisa sobre a comutação de pacotes começou na década de 1960 e redes de comutação de pacotes, como Mark I, no NPL no Reino Unido,[7] ARPANETCYCLADES,[8][9] Merit Network,[10] Tymnet e Telenet, foram desenvolvidas em final dos anos 1960 e início dos anos 1970, usando uma variedade de protocolos. A ARPANET, em particular, levou ao desenvolvimento de protocolos para internetworking, onde várias redes separadas poderiam ser unidas em uma rede de redes. Os dois primeiros nós do que viria a ser a ARPANET foram interconectados entre o Network Measurement Center de Leonard Kleinrock na Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas da UCLA e o sistema NLS de Douglas Engelbart no SRI International (SRI), em Menlo ParkCalifórnia, em 29 de outubro de 1969.[10] O terceiro nó da ARPANET era o Culler-Fried Interactive Mathematics Center da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara e o quarto era o Departamento Gráfico da Universidade de Utah. Em um sinal precoce de crescimento futuro, já havia quinze sites conectados à jovem ARPANET até o final de 1971.[11][12]

Em Dezembro de 1974, o RFC 675 – Specification of Internet Transmission Control Program, de Vinton Cerf, Yogen Dalal e Carl Sunshine usou o termo internetcomo uma abreviação para internetworking e RFCs posteriores repetiram esse termo.[13] O acesso à ARPANET foi ampliado em 1981, quando a Fundação Nacional da Ciência (NSF), desenvolvido a Computer Science Network (CSNET). Em 1982, o Internet Protocol Suite (TCP/IP) foi padronizada e o conceito de uma rede mundial de redes TCP/IP totalmente interligadas chamado de internet foi introduzido.

O acesso à rede TCP/IP expandiu-se novamente em 1986, quando o National Science Foundation Network (NSFNET) proveu acesso a sites de supercomputadoresnos Estados Unidos a partir de organizações de pesquisa e de educação, o primeiro a 56 kbit/s e, mais tarde, 1,5 Mbit/s e 45 Mbit/s.[14] Os primeiros fornecedores de acesso à internet (ISPs) comerciais começaram a surgir no final dos anos 1980 e início dos anos 1990. A ARPANET foi desmantelada em 1990. A internet foi totalmente comercializada nos Estados Unidos em 1995, quando a NSFNET foi desmantelada, removendo as últimas restrições sobre o uso da internet para transportar o tráfego comercial.[15] A internet começou uma rápida expansão para a Europa e Austrália em meados da década de 1980[16][17] e para a Ásia no final dos anos 1980 e início dos anos 1990.[18]

Gráfico mostrando a proporção de usuários de Internet a cada 100 pessoas, entre 1996 e 2014, feita pela União Internacional de Telecomunicações[19].

Desde meados da década de 1990 a internet teve um enorme impacto sobre a cultura e o comércio mundiais, como pelo aumento da comunicação instantânea através de e-mailsmensagens instantâneas, “telefonemas” VoIP, chamadas de vídeo interativas, com a World Wide Web e seus fóruns de discussãoblogsredes sociais e sites de compras online. Quantidades crescentes de dados são transmitidos em velocidades cada vez mais elevadas em redes de fibra óptica operando a 1 Gbit/s, 10 Gbit/s, ou mais.[20]

A internet continua a crescer, impulsionando quantidades cada vez maiores de informações on-line e de conhecimento, comércio, entretenimento e redes sociais.[21]Durante a década de 1990, estimou-se que o tráfego na internet pública cresceu cerca 100% ao ano, enquanto estima-se que o crescimento anual do número de usuários seja de algo entre 20% e 50%.[22] Este crescimento é muitas vezes atribuído à falta de uma administração central, que permita o crescimento orgânico da rede, bem como pela natureza não-proprietária e aberta dos protocolos de internet, o que incentiva o fornecedor de interoperabilidade e impede qualquer empresa de exercer muito controle sobre a rede.[23] Em 31 de março de 2011, o número total estimado de usuários da internet foi de cerca de 2 bilhões de pessoas (ou cerca de 30% da população mundial).[24] Estima-se que em 1993 a internet realizou apenas 1% do fluxo de informações através de duas vias de telecomunicações; em 2000 este valor tinha aumentado para 51% e, até 2007, mais do que 97% de todas as informações telecomunicadas foi realizada através da rede mundial.[25]

World Wide Web

Ver artigo principal: História da World Wide Web

Tim Berners-Lee usou este NeXTcube no CERN para criar o primeiro servidor web do mundo

Organização Europeia para a Investigação Nuclear (CERN) foi a responsável pela invenção da World Wide Web, ou simplesmente a Web, como hoje a conhecemos. Corria o ano de 1990, e o que, numa primeira fase, permitia apenas aos cientistas trocar dados, acabou por se tornar a complexa e essencial Web.[26]

O responsável pela invenção chama-se Tim Berners-Lee, que construiu o seu primeiro computador na Universidade de Oxford, onde se formou em 1976. Quatro anos depois, tornava-se consultor de engenharia de software no CERN e escrevia o seu primeiro programa para armazenamento de informação – chamava-se Enquire e, embora nunca tenha sido publicada, foi a base para o desenvolvimento da Web.[26]

Em 1989, propôs um projecto de hipertexto que permitia às pessoas trabalhar em conjunto, combinando o seu conhecimento numa rede de documentos. Foi esse projecto que ficou conhecido como a World Wide Web. A Web funcionou primeiro dentro do CERN, e no Verão de 1991 foi disponibilizada mundialmente.[26]

Em 1994 Berners-Lee criou o World Wide Web Consortium, onde actualmente assume a função de director. Mais tarde, e em reconhecimento dos serviços prestados para o desenvolvimento global da Web, Tim Berners-Lee, actual director do World Wide Web Consortium, foi nomeado cavaleiro pela rainha da Inglaterra.[26]

No Brasil

Ver artigo principal: História da Internet no Brasil

No Brasil existe o Comitê Gestor da Internet e um órgão para o registro de domínios (FAPESP – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).[27]Atualmente há cerca de 3,8 milhões de domínios registrados.[28]

Depois da fase militar, a Internet teve seu desenvolvimento administrado pela NSF (National Science Foundation) na década de 1970. Depois a NSF transferiu esta responsabilidade para a iniciativa privada. Em 1992 surgiu a Internet Society para tentar arrumar a desordem reinante, então. No final de 1997, o Comitê Gestor liberou novos domínios de primeiro nível, ou seja[29]: .art – artes, música, pintura, folclore. etc.; .esp – esportes em geral; .ind – provedores de informações; .psi – provedores de serviços Internet; .rec – atividades de entretenimento, diversão, jogos, etc; .etc – atividades não enquadráveis nas demais categorias; .tmp – eventos de duração limitada ou temporária. Antes desses o Brasil tinha apenas dois domínios: .com – uso geral; .org – para instituições não governamentais; .gov – para instituições governamentais.

Em 23 de abril de 2014 foi sancionada a Lei Federal 12.965, que estabeleceu os princípios, garantias, direitos e deveres para a utilização da internet no Brasil.[30]

Arquitetura

Question book-4.svg
Esta seção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo, o que compromete a verificabilidade (desde março de 2014). Por favor, insira mais referências no texto. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notíciaslivros e acadêmico)

Visualização gráfica de várias rotas em uma porção da Internet mostrando a escalabilidade da rede

Muitos cientistas de computação veem a Internet como o “maior exemplo de sistema de grande escala altamente engenharizado, ainda muito complexo”.[31] A Internet é extremamente heterogênea, por exemplo, as taxas de transferências de dados e as características físicas das conexões variam grandemente. A Internet exibe “fenômenos emergentes” que dependem de sua organização de grande escala. Por exemplo, as taxas de transferências de dados exibem autossimilaridadetemporal. Adicionando ainda mais à complexidade da Internet, está a habilidade de mais de um computador de usar a Internet através de um elo de conexão, assim criando a possibilidade de uma sub-rede profunda e hierárquica que pode teoricamente ser estendida infinitivamente, desconsiderando as limitações programáticas do protocolo IPv4. Os princípios desta arquitetura de dados se originam na década de 1960, que pode não ser a melhor solução de adaptação para os tempos modernos. Assim, a possibilidade de desenvolver estruturas alternativas está atualmente em planejamento.[32]

De acordo com um artigo de junho de 2007, na revista Discover, o peso combinado de todos os elétrons que se movem dentro da Internet num dia é de 2−6 gramas.[33] Outras estimativas dizem que o peso total dos elétrons que se movem na Internet diariamente chega a 2 gramas.[34]

A Internet distribui, através dos seus servidores, uma grande variedade de documentos, entre os quais formam a arquitetura World Wide Web. Trata-se de uma infinita quantidade de documentos (texto e multimédia) que qualquer utilizador de rede pode aceder para consultar e que, normalmente, tem ligação com outros serviços de Internet. Estes documentos têm facilitado a utilização em larga escala da Internet em todo mundo, visto que por meio deles qualquer utilizador com um mínimo de conhecimento de informática, pode aceder à rede.

Protocolos

Para o funcionamento da Internet existem três camadas de protocolos. Na camada mais baixa está o Protocolo de Internet (Internet Protocol), que define datagramas ou pacotes que carregam blocos de dados de um nó da rede para outro. A maior parte da Internet atual utiliza a IPv4, quarta versão do protocolo, apesar de o IPv6 já estar padronizado, sendo usado em algumas redes específicas somente. Independentemente da arquitetura de computador usada, dois computadores podem se comunicar entre si na Internet, desde que compreendam o protocolo de Internet. Isso permite que diferentes tipos de máquinas e sistemas possam conectar-se à grande rede, seja um PDA conectando-se a um servidor WWW ou um computador pessoal executando Microsoft Windows conectando-se a outro computador pessoal executando Linux.

Na camada média está o TCPUDP e ICMP. Esses são protocolos no qual os dados são transmitidos. O TCP é capaz de realizar uma conexão virtual, fornecendo certo grau de garantia na comunicação de dados. Na camada mais alta estão os protocolos de aplicação, que definem mensagens específicas e formatos digitaiscomunicados por aplicações. Alguns dos protocolos de aplicação mais usados incluem DNS (informações sobre domínio), POP3 (recebimento de e-mail), IMAP(acesso de e-mail), SMTP (envio de e-mail), HTTP (documentos da WWW) e FTP (transferência de dados). Todos os serviços da Internet fazem uso dos protocolos de aplicação, sendo o correio eletrônico e a World Wide Web os mais conhecidos. A partir desses protocolos é possível criar aplicações como listas de discussão ou blogs.

Diferentemente de sistemas de comunicação mais antigos, os protocolos da Internet foram desenvolvidos para serem independentes do meio físico de transmissão. Qualquer rede de comunicação, seja através de cabos ou sem fio, que seja capaz de transportar dados digitais de duas vias é capaz de transportar o tráfego da Internet. Por isso, os pacotes da Internet podem ser transmitidos por uma variedade de meios de conexão tais como cabo coaxial, fibra ótica, redes sem fio ou por satélite. Juntas, todas essas redes de comunicação formam a Internet. Notar que, do ponto de vista da camada de aplicação, as tecnologias utilizadas nas camadas inferiores é irrelevante, contanto que sua própria camada funcione. Ao nível de aplicação, a Internet é uma grande “nuvem” de conexões e de nós terminais, terminais esses que, de alguma forma, se comunicam.

A complexa infraestrutura de comunicações da Internet consiste de seus componentes de hardware e por um sistema de camadas de softwares que controla vários aspectos da arquitetura na rede. Enquanto que o hardware pode ser usado frequentemente para apoiar outros sistemas de software, é o projeto e o rigoroso processo de padronização da arquitetura dos softwares que caracteriza a Internet.

A responsabilidade do desenho arquitetônico dos softwares de Internet tem sido delegada a Internet Engineering Task Force (Força-tarefa de Engenharia da Internet – IETF). Ela conduz grupos de trabalho para estabelecimento de padrões, aberto para qualquer pessoa, sobre os vários aspectos da Internet. As discussões resultantes e os padrões finais são publicados no Request for Comments (Pedidos de comentários – RFC), disponível livremente no sítio web da organização.

Os principais métodos de redes que habilitam a Internet estão contidos numa série de RFC que constituem os padrões da Internet, que descrevem um sistema conhecido como o Conjunto de Protocolos de Internet. Essa é uma arquitetura de modelo que divide os métodos num sistema de camadas de protocolos (RFC 1122RFC 1123). As camadas correspondem ao ambiente ou ao escopo, nos quais seus serviços operam. No topo do espaço (camada de aplicação) da aplicação dos softwares e logo abaixo, está a camada de transporte, que conecta as aplicações em diferentes computadores através da rede (por exemplo, modelo cliente-servidor). A rede subjacente consiste de duas camadas: a camada da Internet, que habilita os computadores de se conectar um ao outro através de redes intermediárias (transitórias), e portanto, é a camada que estabelece o funcionamento da Internet, e a própria Internet. Finalmente, na base, é uma camada de software que provê a conectividade entre computadores na mesma ligação local (chamada de camada de ligação), por exemplo, a área de rede local (LAN), ou uma conexão dial-up. Este modelo também é conhecido como modelo TCP/IP de rede. Enquanto que outros modelos têm sido desenvolvidos, tais como o modelo Open Systems Interconnection (Interconexão Aberta de Sistemas – OSI), esses não são compatíveis nos detalhes da descrição, nem na implementação.

O componente mais proeminente da modelagem da Internet é o Protocolo de Internet (IP), que provê sistemas de endereçamento na Internet e facilita o funcionamento da Internet nas redes. O IP versão 4 (IPv4) é a versão inicial usada na primeira geração da Internet atual e ainda está em uso dominante. Ele foi projetado para endereçar mais de 4,3 bilhões de computadores com acesso à Internet. No entanto, o crescimento explosivo da Internet levou à exaustão de endereços IPv4. Uma nova versão de protocolo foi desenvolvida, o IPv6, que provê capacidades de endereçamento vastamente maior, e rotas mais eficientes de tráfego de dados. Ele está atualmente na fase de desenvolvimento comercial em todo o mundo.

O IPv6 não é interoperável com o IPv4. Estabelece essencialmente uma versão “paralela” da Internet não-acessível com softwares IPv4. Isto significa que são necessários atualizações de softwares para cada aparelho ligado à rede que precisa se conectar com a Internet IPv6. A maior parte dos sistemas operacionais já estão convertidos para operar em ambas as versões de protocolos de Internet. As infraestruturas de rede, no entanto, ainda estão lentas neste desenvolvimento.

Estrutura

Ver também: Lista de TLDs

Existem muitas análises da Internet e de sua estrutura. Por exemplo, foi determinado que tanto a estrutura de rotas IP da Internet quanto as ligações de hipertexto da World Wide Web são exemplos de redes de escala livre.

Semelhantemente aos provedores comerciais de Internet, que se conectam através de pontos neutros, as redes de pesquisa tendem a se interconectar com subredes maiores, como as listados abaixo:

Essas, então, são construídas em torno de redes relativamente menores. Diagramas de redes de computador representam frequentemente a Internet usando um símbolo de nuvem, pelo qual as comunicações de rede passam.[35]

ICANN

Ver artigo principal: ICANN

Corporação da Internet de Nomes e Números Designados (ICANN) é a autoridade que coordena a designação de identificadores únicos na Internet, incluindo nomes de domínio, endereços de protocolo de Internet (IP), a porta de protocolo e números de parâmetro. Um espaço nominal globalmente unificado (por exemplo, um sistema de nomes no qual há pelo menos um possuidor para cada nome possível) é essencial para a Internet funcionar. A ICANN está sediada em Marina del ReyCalifórnia, mas é supervisionada por uma diretoria internacional extraída de comunidades de técnicos, negociantes, acadêmicos e não-comerciais da internet. O governo dos Estados Unidos continua a ter o papel primário de aprovar as mudanças nos arquivos da zona de raiz DNS, que ficam no coração do sistema de nomes de domínio. Por causa da Internet ser uma rede distribuída que compreende muitas redes voluntárias interconectadas, a Internet não tem um corpo governante. O papel da ICANN em coordenar a designação de identificadores únicos distingue-o como talvez o único corpo coordenador na Internet global, mas o escopo de sua autoridade estende-se somente ao sistema da Internet de nomes de domínio, endereços IP, portas de protocolo e números de parâmetro.

Em 16 de novembro de 2005, a Cúpula Mundial sobre a Sociedade da Informação, realizada em TunisTunísia, estabeleceu o Fórum de Governança da Internet (IGF) para discutir os assuntos relacionados à Internet.

Tipos de conexão

Ver artigo principal: Acesso à Internet

Os meios de acesso direto à Internet são a conexão dial-up, a banda larga (em cabos coaxiais, fibras ópticas ou cabos metálicos), Wi-Fisatélites e telefones celularescom tecnologia 3G ou 4G.

Mapa da rede de cabos submarinos ao redor da Terra

Há ainda aqueles locais onde o acesso é provido por uma instituição ou empresa e o usuário se conecta à rede destas que provêm então acesso a Internet. Entre esses locais, encontram-se aqueles públicos com computadores para acesso à Internet, como centros comunitários, centros de inclusão digital, bibliotecas e cyber cafés, além de pontos de acesso à Internet, como aeroportos e outros. Alguns desses locais limitam o uso por usuário a breves períodos de tempo. Para nomear estes locais, vários termos são usados, como “terminal de acesso público”, “quiosques de acesso a Internet”, “LAN houses” ou ainda “telefones públicos com acesso à Internet”. Muitos hotéis também têm pontos públicos de conexão à Internet, embora na maior parte dos casos, é necessário pagar pelos momentos de acesso. Existem, ainda, locais de acesso à Internet sem fio (Wi-Fi), onde usuários precisam trazer seus próprios aparelhos dotados de tecnologia Wi-Fi, como laptops ou PDAs. Estes serviços de acesso a redes sem fio podem estar confinados a um edifício, uma loja ou restaurante, a um campus ou parque inteiro, ou mesmo cobrir toda uma cidade. Eles podem ser gratuitos para todos, livres somente para clientes, ou pagos. Iniciativas grassroots levaram à formação de redes de comunidades sem fio. Serviços comerciais Wi-Fi já estão cobrindo grandes áreas de cidades, como LondresVienaTorontoSan FranciscoFiladélfiaChicago e Pittsburgh. A Internet pode ser acessada nessas cidades em parques ou mesmo nas ruas.[36]

À parte o Wi-Fi, há experimentos com redes móveis sem fio, como o Ricochet[desambiguação necessária], além de vários serviços de dados de alta velocidade em redes de telefones celulares.

Telefones celulares de última geração, como o smartphone, geralmente vêm com acesso à Internet através da própria rede do telefone. Navegadores web, como o Opera, estão disponíveis nestes aparelhos portáteis, que podem também rodar uma grande variedade de outros softwares especialmente desenvolvidos para a Internet. Existem mais telefones celulares com acesso à Internet do que computadores pessoais, embora a Internet nos telefones não seja grandemente usada. Os provedores de acesso a Internet e a matriz de protocolo, no caso dos telefones celulares, diferenciam-se dos métodos normais de acesso.

Para poder navegar na Internet é necessário dispor de um navegador (browser). Existem diversos programas deste tipo, sendo os mais conhecidos na atualidade, o Microsoft Internet ExplorerMozilla FirefoxGoogle Chrome, entre outros. Os navegadores permitem, portanto, que os utilizadores da rede acedam às páginas WEB e que enviem ou recebam mensagens do correio eletrônico de qualquer parte do mundo. Existem também na rede dispositivos especiais de localização de informações indispensáveis atualmente, devido à magnitude que a rede alcançou. Os mais conhecidos são o GoogleYahoo! e Ask.com.

Há também outros serviços disponíveis na rede, como transferência de arquivos entre usuários (download), teleconferência múltipla em tempo real (videoconferência), etc.

Uso mundial

Ver artigo principal: Uso da Internet no mundo

O uso geral da internet tem tido um enorme crescimento. De 2000 a 2009, o número de usuários da rede mundial no mundo subiu de 394 para 1,858 bilhão.[38] Em 2010, 22% da população mundial tinha acesso a computadores com 1 bilhão de buscas no Google todos os dias, 300 milhões de usuários de internet lendo blogs e 2 bilhões de vídeos assistidos diariamente no YouTube.[39]

A língua dominante da comunicação na Internet é o inglês. Isto talvez seja o resultado das origens da Internet, assim como o papel do inglês como língua franca. Além disso, isso também talvez esteja relacionado às grandes limitações dos primeiros computadores, que foram fabricados na maior parte nos Estados Unidos, que não compreendem outros caracteres que não pertencem àqueles do alfabeto latino usados pelo inglês.

Por comparação, as línguas mais usadas na World Wide Web são o inglês (28,6%), o chinês (20,3%), espanhol (8,2%), japonês (5,9%), francês (4,6%), português (4,6%), alemão (4,1%), árabe (2,6%), russo (2,4%) e coreano (2,3%).[40]

Por região, 41% dos usuários de Internet do mundo estão na Ásia, 25% na Europa, 16% na América do Norte, 11% na América Latina e Caribe, 3% na África, 3% no Oriente Médio e 1% na Austrália.[41]

As tecnologias da Internet se desenvolveram suficientemente nos anos recentes, especialmente no uso do Unicode. Com isso, a facilidade está disponível para o desenvolvimento e a comunicação de softwares para as línguas mais usadas. No entanto, ainda existem alguns erros de incompatibilidade de caracteres, conhecidos como mojibake (a exibição incorreta de caracteres de línguas estrangeiras, conhecido também como kryakozyabry).

Serviços

Question book.svg
Esta seção não cita fontes confiáveis e independentes, o que compromete sua credibilidade (desde março de 2014). Por favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notíciaslivros e acadêmico)

Vários serviços são disponibilizados na Internet atualmente como os que estão relacionados abaixo. No entanto, devido ao dinamismo e o estimulo à criatividade humana dessa tecnologia, outros serviços inéditos com certeza estarão disponíveis no futuro.

Correio eletrônico

arroba @ é uma parte do endereço de e-mail.[42][43]

Ver artigo principal: Correio eletrônico

O conceito de enviar mensagens eletrônicas de texto entre partes de uma maneira análoga ao envio de cartas ou de arquivos é anterior à criação da Internet. Mesmo hoje em dia, pode ser importante distinguir a Internet de sistemas internos de correios eletrônicos (e-mails). O e-mail de Internet pode viajar e ser guardado descriptografado por muitas outras redes e computadores que estão fora do alcance do enviador e do receptor. Durante este tempo, é completamente possível a leitura, ou mesmo a alteração realizada por terceiras partes de conteúdo de e-mails. Sistemas legítimos de sistemas de e-mail internos ou de Intranet, onde as informações nunca deixam a empresa ou a rede da organização, são muito mais seguros, embora em qualquer organização haja TI e outras pessoas que podem estar envolvidas na monitoração, e que podem ocasionalmente acessar os e-mails que não são endereçados a eles. Hoje em dia, pode-se enviar imagens e anexar arquivos no e-mail. A maior parte dos servidores de e-mail também destaca a habilidade de enviar e-mails para múltiplos endereços eletrônicos.

Também existem sistemas para a utilização de correio eletrônico através da World Wide Web (ver esse uso abaixo), os webmails. Sistemas de webmail utilizam páginas web para a apresentação e utilização dos protocolos envolvidos no envio e recebimento de e-mail. Diferente de um aplicativo de acesso ao e-mail instalado num computador, que só pode ser acessado localmente pelo utilizador ou através de acesso remoto (ver esse uso abaixo), o conteúdo pode ser acessado facilmente em qualquer lugar através de um sistema de autenticação pela WWW.

World Wide Web

Ver artigo principal: World Wide Web

Um navegador apresentando uma página web.

Através de páginas web classificadas por motores de busca e organizadas em sítios web, milhares de pessoas possuem acesso instantâneo a uma vasta gama de informação on-line em hipermídia. Comparado às enciclopédias e às bibliotecas tradicionais, a WWW permitiu uma extrema descentralização da informação e dos dados. Isso inclui a criação ou popularização de tecnologias como páginas pessoais, weblogs e redes sociais, no qual qualquer um com acesso a um navegador (um programa de computador para acessar a WWW) pode disponibilizar conteúdo.

A www é talvez o serviço mais utilizado e popular na Internet. Frequentemente, um termo é confundido com o outra. A Web vem se tornando uma plataforma comum, na qual outros serviços da Internet são disponibilizados. Pode-se utilizá-la atualmente para usar o correio eletrônico (através de webmail), realizar colaboração (como na Wikipédia) e compartilhar arquivos (através de sítios web específicos para tal).

Acesso remoto

Ver artigo principal: Ambiente de trabalho remoto

Um ambiente de trabalho remotoem execução

A Internet permite a utilizadores de computadores a conexão com outros computadores facilmente, mesmo estando em localidades distantes no mundo. Esse acesso remoto pode ser feito de forma segura, com autenticação e criptografia de dados, se necessário. Uma VPN é um exemplo de rede destinada a esse propósito.

Isto está encorajando novos meios de se trabalhar de casa, a colaboração e o compartilhamento de informações em muitas empresas. Um contador estando em casa pode auditar os livros-caixa de uma empresa baseada em outro país por meio de um servidor situado num terceiro país, que é mantido por especialistas IT num quarto país. Estas contas poderiam ter sido criadas por guarda-livros que trabalham em casa em outras localidades mais remotas, baseadas em informações coletadas por e-mail de todo o mundo. Alguns desses recursos eram possíveis antes do uso disperso da Internet, mas o custo de linhas arrendadas teria feito muitos deles impraticável.

Um executivo fora de seu local de trabalho, talvez no outro lado do mundo numa viagem a negócios ou de férias, pode abrir a sua sessão de desktop remoto em seu computador pessoal, usando uma conexão de Virtual Private Network (VPN) através da Internet. Isto dá ao usuário um acesso completo a todos os seus dados e arquivos usuais, incluindo o e-mail e outras aplicações. Isso mesmo enquanto está fora de seu local de trabalho.

Virtual Network Computing (VNC) é um protocolo bastante usado por utilizadores domésticos para a realização de acesso remoto de computadores. Com ele é possível utilizar todas as funcionalidades de um computador a partir de outro, através de uma área de trabalho virtual. Toda a interface homem-computador realizada em um computador, como o uso do mouse e do teclado, é refletida no outro computador.

Colaboração

Ver artigo principal: Software colaborativo

Um mensageiro instantâneo na tela de conversa.

O baixo custo e o compartilhamento quase instantâneo de ideias, conhecimento e habilidades, tem feito do trabalho colaborativo drasticamente mais fácil. Não somente um grupo pode de forma barata comunicar-se e compartilhar ideias, mas o grande alcance da Internet permite a tais grupos facilitar a sua própria formação em primeiro lugar. Um exemplo disto é o movimento do software livre, que produziu o Linux, o Mozilla Firefox, o OpenOffice.org, entre outros.

chat, as redes sociais e os sistemas de mensagem instantâneas são tecnologias que também utilizam a Internet como meio de troca de ideias e colaboração. Mesmo o correio eletrônico é tido atualmente como uma ferramenta de trabalho colaborativo. Ainda bastante usado em ambientes corporativo, vêm perdendo espaço entre utilizadores pessoais para serviços como mensagem instantânea e redes sociais devido ao dinamismo e pluralidade de opções fornecidas por esses dois.

Outra aplicação de colaboração na Internet são os sistemas wiki, que utilizam a World Wide Web para realizar colaboração, fornecendo ferramentas como sistema de controle de versão e autenticação de utilizadores para a edição on-line de documentos.

Compartilhamento de arquivos

Ver artigo principal: Compartilhamento de arquivos

Um arquivo de computador pode ser compartilhado por diversas pessoas através da Internet. Pode ser carregado num servidor Web ou disponibilizado num servidor FTP, caracterizando um único local de fonte para o conteúdo.

Também pode ser compartilhado numa rede P2P. Nesse caso, o acesso é controlado por autenticação, e uma vez disponibilizado, o arquivo é distribuído por várias máquinas, constituindo várias fontes para um mesmo arquivo. Mesmo que o autor original do arquivo já não o disponibilize, outras pessoas da rede que já obtiveram o arquivo podem disponibilizá-lo. A partir do momento que a midia é publicada, perde-se o controle sobre ela. Os compartilhadores de arquivo através de redes descentralizadas como o P2P são constantemente alvo de críticas devido a sua utilização como meio de pirataria digital: com o famoso caso Napster. Tais redes evoluiram com o tempo para uma maior descentralização, o que acaba por significar uma maior obscuridade em relação ao conteúdo que está trafegando.

Estas simples características da Internet, sobre uma base mundial, estão mudando a produção, venda e a distribuição de qualquer coisa que pode ser reduzida a um arquivo de computador para a sua transmissão. Isto inclui todas as formas de publicações impressas, produtos de software, notícias, música, vídeos, fotografias, gráficos e outras artes digitais. Tal processo, vem causando mudanças dramáticas nas estratégias de mercado e distribuição de todas as empresas que controlavam a produção e a distribuição desses produtos.

Transmissão de mídia

Ver artigo principal: Streaming

Transmissão de um vídeo

Muitas difusoras de rádio e televisão existentes proveem feeds de Internet de suas transmissões de áudio e de vídeo ao vivo (por exemplo, a BBC). Estes provedores têm sido conectados a uma grande variedade de “difusores” que usam somente a Internet, ou seja, que nunca obtiveram licenças de transmissão por meios oficiais. Isto significa que um aparelho conectado à Internet, como um computador, pode ser usado para acessar mídias online pelo mesmo jeito do que era possível anteriormente somente com receptores de televisão ou de rádio. A variedade de materiais transmitidos também é muito maior, desde a pornografia até webcasts técnicos e altamente especializados. O podcasting é uma variação desse tema, em que o material – normalmente áudio – é descarregado e tocado num computador, ou passado para um tocador de mídia portátil. Estas técnicas que se utilizam de equipamentos simples permitem a qualquer um, com pouco controle de censura ou de licença, difundir material áudio-visual numa escala mundial.

As webcams podem ser vistas como uma extensão menor deste fenômeno. Enquanto que algumas delas podem oferecer vídeos a taxa completa de quadros, a imagem é normalmente menor ou as atualizações são mais lentas. Os usuários de Internet podem assistir animais africanos em volta de uma poça de água, navios no Canal do Panamá, o tráfego de uma autoestrada ou monitorar seus próprios entes queridos em tempo real. Salas de vídeo chatou de videoconferência também são populares, e muitos usos estão sendo encontrados para as webcams pessoais, com ou sem sistemas de duas vias de transmissão de som.

Telefonia na Internet (Voz sobre IP)

Ver artigo principal: Voz sobre IP

VoIP significa “Voice-over-Internet Protocol” (Voz sobre Protocolo de Internet), referindo-se ao protocolo que acompanha toda comunicação na Internet. As ideias começaram no início da década de 1990, com as aplicações de voz tipo “walkie-talkie” para computadores pessoais. Nos anos recentes, muitos sistemas VoIP se tornaram fáceis de se usar e tão convenientes quanto o telefone normal. O benefício é que, já que a Internet permite o tráfego de voz, o VoIP pode ser gratuito ou custar muito menos do que telefonemas normais, especialmente em telefonemas de longa distância, e especialmente para aqueles que estão sempre com conexões de Internet disponíveis, seja a cabo ou ADSL.

O VoIP está se constituindo como uma alternativa competitiva ao serviço tradicional de telefonia. A interoperabilidade entre diferentes provedores melhorou com a capacidade de realizar ou receber uma ligação de telefones tradicionais. Adaptadores de redes VoIP simples e baratos estão disponíveis, eliminando a necessidade de um computador pessoal.

A qualidade de voz pode ainda variar de uma chamada para outra, mas é frequentemente igual ou mesmo superior aos telefonemas tradicionais.

No entanto, os problemas remanescentes do serviço VoIP incluem a discagem e a confiança em número de telefone de emergência. Atualmente, apenas alguns provedores de serviço VoIP proveem um sistema de emergência. Telefones tradicionais são ligados a centrais telefônicas e operam numa possível queda do fornecimento de eletricidade; o VoIP não funciona se não houver uma fonte de alimentação ininterrupta para o equipamento usado como telefone e para os equipamentos de acesso a Internet.

Para além de substituir o uso do telefone convencional, em diversas situações, o VoIP está se popularizando cada vez mais para aplicações de jogos, como forma de comunicação entre jogadores. Serviços populares para jogos incluem o Ventrilo, o Teamspeak, e outros. O PlayStation 3 e o Xbox 360 também podem oferecer bate papo por meio dessa tecnologia.

Impacto social

Question book-4.svg
Esta seção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo, o que compromete a verificabilidade (desde março de 2014). Por favor, insira mais referências no texto. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notíciaslivros e acadêmico)

A Internet tem possibilitado a formação de novas formas de interação, organização e atividades sociais, graças as suas características básicas, como o uso e o acesso difundido.

Redes sociais, como FacebookMySpaceOrkutTwitter, entre outras, têm criado uma nova forma de socialização e interação. Os usuários desses serviços são capazes de adicionar uma grande variedade de itens as suas páginas pessoais, de indicar interesses comuns, e de entrar em contato com outras pessoas. Também é possível encontrar um grande círculo de conhecimentos existentes, especialmente se o site permite que usuários utilizem seus nomes reais, e de permitir a comunicação entre os grandes grupos existentes de pessoas.[44]

Controle e censura

Ver artigo principal: Censura na Internet

Censura na Internet por país[45][46][47]

  Censura geral
  Censura substancial
  Censura seletiva
  Situação instável
  Pouca ou nenhuma censura
  Não classificado/ sem dados

Em sociedades democráticas, a Internet tem alcançado uma nova relevância como uma ferramenta política. A campanha presidencial de Barack Obama em 2008 nos Estados Unidos ficou famosa pela sua habilidade de gerar doações por meio da Internet. Muitos grupos políticos usam a rede global para alcançar um novo método de organização, com o objetivo de criar e manter o ativismo na Internet.

Governos de países como Arábia Saudita, Belarus, Burma, Cuba, Egito, Etiópia, Irã, Coreia do Norte, Síria, Tunísia, Turcomenistão, Uzbequistão, Vietnã e Zimbábue, restringem o que as pessoas em seus países podem acessar na Internet, especialmente conteúdos políticos e religiosos. Isto é conseguido por meio de softwares que filtram determinados domínios e conteúdos. Assim, esses domínios e conteúdos não podem ser acessados facilmente sem burlar de forma elaborada o sistema de bloqueio.[48]

Segundo a organização Repórteres Sem Fronteiras, “esses países transformaram a internet em uma intranet, para que os usuários não obtenham informações consideradas indesejáveis”. Além do mais, todas essas nações têm em comum governos autoritários, que se mantêm no poder por meio de um controle ideológico”.[48]

A Coreia do Norte por exemplo é o país que possui apenas dois websites registrados: o órgão de controle de uso da rede (Centro Oficial de Computação) e o portal oficial do governo. Para população, é completamente vetado o uso de internet até porque não existem provedores no país. Existem cyber’s autorizados pelo governo, com conteúdo controlado e ainda assim as idas e vindas dos policiais são indispensáveis. Apenas os governantes tem acesso a conexão via-satélite.[48]

Já em Cuba, existe apenas um cyber e o preço para acessar sites estrangeiros (e controlado) é de cerca de 6 dólares por hora, sendo que o salário médio da população é de 17 dólares por mês. Com a velocidade da informação que a internet proporciona, os governantes desses países omitem informações da população, pois elas não tem acesso a esse emaranhado de notícias em tempo real.[48]

Na NoruegaDinamarcaFinlândia[49] e na Suécia, grandes provedores de serviços de Internet arranjaram voluntariamente a restrição (possivelmente para evitar que tal arranjo se torne uma lei) ao acesso a sites listados pela polícia. Enquanto essa lista de URL proibidos contém supostamente apenas endereços URL de sites de pornografia infantil, o conteúdo desta lista é secreta. Muitos países, incluindo os Estados Unidos, elaboraram leis que fazem da posse e da distribuição de certos materiais, como pornografia infantil, ilegais, mas não bloqueiam estes sites com a ajuda de softwares. Há muitos programas de software livres ou disponíveis comercialmente, com os quais os usuários podem escolher bloquear websites ofensivos num computador pessoal ou mesmo numa rede. Esses softwares podem bloquear, por exemplo, o acesso de crianças à pornografia ou à violência.

Educação

O uso das redes como uma nova forma de interação no processo educativo amplia a ação de comunicação entre aluno e professor e o intercâmbio educacional e cultural. Desta forma, o ato de educar com o auxílio da Internet proporciona a quebra de barreiras, de fronteiras e remove o isolamento da sala de aula, acelerando a autonomia da aprendizagem dos alunos em seus próprios ritmos. Assim, a educação pode assumir um caráter coletivo e tornar-se acessível a todos, embora ainda exista a barreira do preço e o analfabetismo tecnológico.

Faz-se oportuna a frase do filósofo e epistemologista francês Michel Serres, que mesmo com seus 83 anos é docente da Universidade de Stanford: “A pedagogia modificou-se completamente com as novas tecnologias”.[50][51] A jornalista da Gazeta do Povo, Marleth Silva, sintetiza o último livro deste filósofo: “O ambiente mudou tanto que dá para afirmar que esses jovens são novos seres humanos”.[51] Quanto à conduta é inegável, talvez dentro do cérebro humano também, pois pesquisas de neurocientistas já sinalizam que a era digital está alterando as conexões neuronais.[51][52]

Ao utilizar o computador no processo de ensino-aprendizagem, destaca-se a maneira como esses computadores são utilizados, quanto à originalidade, à criatividade, à inovação, que serão empregadas em cada sala de aula. Para o trabalho direto com essa geração, que anseia muito ter um “contato” direto com as máquinas, é necessário também um novo tipo de profissional de ensino. Que esse profissional não seja apenas reprodutor de conhecimento já estabelecido, mas que esteja voltado ao uso dessas novas tecnologias. Não basta que as escolas e o governo façam com a multimédia o que vem fazendo com os livros didáticos, tornando-os a panacéia da atividade do professor.

A utilização da Internet leva a acreditar numa nova dimensão qualitativa para o ensino, através da qual se coloca o ato educativo voltado para a visão cooperativa. Além do que, o uso das redes traz à prática pedagógica um ambiente atrativo, onde o aluno se torna capaz, através da autoaprendizagem e de seus professores, de poder tirar proveito dessa tecnologia para sua vida.

O computador se tornou um forte aliado para desenvolver projetos, trabalhar temas discutíveis. É um instrumento pedagógico que ajuda na construção do conhecimento não somente para os alunos, mas também aos professores. Entretanto, é importante ressaltar que, por si só, o computador não faz nada. O potencial de tal será determinado pela teoria escolhida e pela metodologia empregada nas aulas. No entanto, é importante lembrar que colocar computadores nas escolas não significa informatizar a educação, mas sim introduzir a informática como recurso e ferramenta de ensino, dentro e fora da sala de aula, isso sim se torna sinônimo de informatização da educação. No entanto, também é essencial que os professores estejam bem preparados para lidar com esse novo recurso. Isso implica num maior comprometimento, desde a sua formação, estando este apto a utilizar, ter noções computacionais, compreender as noções de ensino que estão nos software utilizados estando sempre bem atualizados.

Lazer

A Internet é uma enorme fonte de lazer, mesmo antes da implementação da World Wide Web, com experimentos sociais de entretenimento, como MUDs e MOOssendo conduzidos em servidores de universidades, e muitos grupos Usenet relacionados com humor recebendo boa parte do tráfego principal. Muitos fóruns de Internet têm seções dedicadas a jogos e vídeos de entretenimento; charges curtas na forma de vídeo flash também são populares. Mais de seis milhões de pessoas usam blogs ou sistemas de mensagens instantâneas como meios de comunicação e compartilhamento de ideias.

As indústrias de pornografia ou de jogos de azar tem tido vantagens completas no World Wide Web, e proveem frequentemente uma significativa fonte de renda de publicidades para outros websites. Embora muitos governos têm tentado impor restrições no uso da Internet em ambas as indústrias, isto tem geralmente falhado em parar a sua grande popularidade. Uma das principais áreas de lazer na Internet é o jogo de múltiplos jogadores. Esta forma de lazer cria comunidades, traz pessoas de todas as idades e origens para desfrutarem do mundo mais acelerado dos jogos on-line. Estes jogos variam desde os MMORPG até a jogos em role-playing game(RPG). Isto revolucionou a maneira de muitas pessoas de se interagirem e de passar o seu tempo livre na Internet. Enquanto que jogos on-line estão presentes desde a década de 1970, as formas dos modernos jogos on-line começaram com serviços como o GameSpy e Mplayer, nos quais jogadores poderiam tipicamente apenas subscrever. Jogos não-subscrevidos eram limitados a apenas certos tipos de jogos.

Muitos usam a Internet para acessar e descarregar músicas, filmes e outros trabalhos para o seu divertimento. Como discutido acima, há fontes pagas e não pagas para todos os arquivos de mídia na Internet, usando servidores centralizados ou usando tecnologias distribuídas em P2P. Algumas destas fontes tem mais cuidados com os direitos dos artistas originais e sobre as leis de direitos autorais do que outras. Muitas pessoas usam a World Wide Web para acessar notícias, previsões do tempo, para planejar e confirmar férias e para procurar mais informações sobre as suas ideias aleatórias e interesses casuais.

A rede também é usada para acessar chatsmensagens instantâneas e e-mails para estabelecer e ficar em contato com amigos em todo o mundo, algumas vezes da mesma maneira de que alguns tinham anteriormente amigos por correspondênciaWebsites de redes sociais, como o MySpace, o Facebook, e muitos outros, ajudam as pessoas entrarem em contato com outras pessoas para o seu prazer. O “cyberslacking” tem se tornado uma séria perda de recursos de empresas; um funcionário que trabalha no Reino Unido perde, em média, 57 minutos navegando pela web durante o seu expediente, de acordo como um estudo realizado pela Peninsula Business Services.[53]

Publicidade

A Internet também se tornou um grande mercado para as empresas; algumas das maiores empresas hoje em dia cresceram tomando vantagem da natureza eficiente do comércio e da publicidade a baixos custos na Internet. É o caminho mais rápido para difundir informações para um vasto número de pessoas simultaneamente. A Internet também revolucionou subsequentemente as compras. Por exemplo, uma pessoa pode pedir um CD on-line e recebê-lo na sua caixa de correio dentro de alguns dias, ou descarregá-lo diretamente em seu computador, em alguns casos. A Internet também facilitou grandemente o mercado personalizado, que permite a uma empresa a oferecer seus produtos a uma pessoa ou a um grupo específico mais do que qualquer outro meio de publicidade.

Exemplos de mercado personalizado incluem comunidades on-line, tais como o MySpace, o Friendster, o Orkut, o Facebook, o Twitter, entre outros, onde milhares de internautas juntam-se para fazerem publicidade de si mesmos e fazer amigos on-line. Muitos destes usuários são adolescentes ou jovens, entre 13 a 25 anos. Então, quando fazem publicidade de si mesmos, fazem publicidade de seus interesses e hobbies, e empresas podem usar tantas informações quanto para qual aqueles usuários irão oferecer online, e assim oferecer seus próprios produtos para aquele determinado tipo de usuário.

A publicidade na Internet é um fenômeno bastante recente, que transformou em pouco tempo todo o mercado publicitário mundial. Hoje, estima-se que a sua participação em todo o mercado publicitário é de 10%, com grande pontencial de crescimento nos próximos anos. Todo esse fenômeno ocorreu em curtíssimo espaço de tempo: basta lembrar que foi apenas em 1994 que ocorreu a primeira ação publicitária na Internet. O primeiro anúncio foi em forma de banner, criado pela empresa Hotwired para a divulgação da empresa norte-americana AT&T, que entrou no ar em 25 de outubro de 1994.[54]

Ética

O acesso a um grande número de informações disponível às pessoas, com ideias e culturas diferentes, pode influenciar o desenvolvimento moral e social das pessoas. A criação dessa rede beneficia em muito a globalização, mas também cria a interferência de informações entre culturas distintas, mudando assim a forma de pensar das pessoas. Isso pode acarretar tanto uma melhora quanto um declínio dos conceitos da sociedade, tudo dependendo das informações existentes na Internet.[55]

Essa praticidade em disseminar informações na Internet contribui para que as pessoas tenham o acesso a elas, sobre diversos assuntos e diferentes pontos de vista. Mas nem todas as informações encontradas na Internet podem ser verídicas. Existe uma grande força no termo “liberdade de expressão” quando se fala de Internet, e isso possibilita a qualquer indivíduo publicar informações ilusórias sobre algum assunto, prejudicando, assim, a consistência dos dados disponíveis na rede.[56]

Um outro facto relevante sobre a Internet é o plágio, já que é muito comum as pessoas copiarem o material disponível. “O plagiador raramente melhora algo e, pior, não atualiza o material que copiou. O plagiador é um ente daninho que não colabora para deixar a Internet mais rica; ao contrário, gera cópias degradadas e desatualizadas de material que já existe, tornando mais difícil encontrar a informação completa e atual”[57] Ao fazer cópia de um material da Internet, deve-se ter em vista um possível melhoramento do material, e, melhor, fazer citações sobre o verdadeiro autor, tentando-se, assim, ao máximo, transformar a Internet num meio seguro de informações.

Nesse consenso, o usuário da Internet deve ter um mínimo de ética, e tentar, sempre que possível, colaborar para o desenvolvimento da mesma. O usuário pode colaborar, tanto publicando informações úteis ou melhorando informações já existentes, quanto preservando a integridade desse conjunto. Ele deve ter em mente que algum dia precisará de informações e será lesado se essas informações forem ilusórias.

Crime na Internet

Ver artigo principal: Crime informático

Os crimes mais usuais na rede incluem o envio de e-mails com falsos pedidos de atualização de dados bancários e senhas, conhecidos como phishing. Da mesma forma, e-mails prometendo falsos prêmios também são práticas onde o internauta é induzido a enviar dinheiro ou dados pessoais. Também há o envio de arquivos anexados contaminados com vírus de computador. Em 2004, os prejuízos com perdas on-line causadas por fraudes virtuais foram de 80% em relações às perdas por razões diversas.[58]

Como meio de comunicação, a rede também pode ser usada na facilitação de atos ilícitos, como difamação e a apologia ao crime, e no comércio de itens e serviços ilícitos ou derivados de atos ilícitos, como o tráfico de entorpecentes e a divulgação de fotos pornográficas de menores.[carece de fontes]