55% do negócio ilegal ocorre na web regular, por meio de redes sociais e sites e-commerce

access_time12 out 2018, 20h00
Uma pesquisa realizada para VEJA aponta que a venda ilegal de animais silvestres está migrando cada vez mais rápido de feiras clandestinas à transações na internet. O estudo realizado pela agência de análise de dados BTB Data, de São Paulo, rastreou 28522 publicações de venda de fauna em sites como Google, Facebook e YouTube. Os animais, de captura ou criação ilegal, são adquiridos principalmente para se tornar “bichos de estimação”. Nas plataformas digitais, o tráfico de animais é escancarado e e preocupa cada vez mais o Ibama.

Engana-se quem acha que a prática, punível com multa e prisão de até um ano, ocorre somente na chamada deep web, a versão clandestina da internet, acessível apenas por meio de navegadores específicos (não pelo Chrome, por exemplo) e muito utilizada por traficantes de armas e drogas. O levantamento da BTB Data constatou que 55% dos anúncios são publicados no mundo on-line regular, sendo visualizados no Google e em sites de comércio eletrônico, como o Mercado Livre. Dentro dele, o Facebook virou o principal meio de venda dos animais silvestres, com 58% dos casos flagrados na web legal.

No Brasil, 90% dos animais contrabandeados são aves. De acordo com um trabalho do Ibama, obtido com exclusividade por VEJA, a principal estratégia usada por criadores para driblar a fiscalização é falsificar o registro de origem dos espécimes. Segundo o Ibama, uma solução para reprimir os crimes contra a fauna seria a aprovação de uma lei, em tramitação no Congresso, que aumenta para cinco anos de cadeia a punição aos infratores — estejam eles agindo no mundo real ou no virtual.

Em 9 de fevereiro de 1945, nos últimos meses da Segunda Guerra Mundial, o submarino alemão U-864 navegava pela costa oeste da Noruega carregado de insumos para fabricar equipamentos bélicos – inclusive chumbo, aço e 65 toneladas de mercúrio.

Sua missão, chamada Operação César, era chegar até o Japão, país aliado da Alemanha, com o objetivo de fortalecer o arsenal japonês na guerra.

A tripulação do U-864 era de 73 pessoas, incluindo cientistas que trabalhavam para o regime nazista e que iriam transferir seu conhecimento aos japoneses.

Mas a operação fracassou.

Um submarino britânico, o HMS Venturer, conseguiu interceptar o U-864 e o torpedeou. Todos os ocupantes morreram.

O ataque entrou para a história como o único episódio da guerra em que um submarino submerso conseguiu destruir outro também estando no fundo do mar.

Em 2003, passados 58 anos do episódio, a Marinha norueguesa encontrou os destroços do U-864, a duas milhas náuticas de distância da ilha Fedje. E a descoberta trouxe preocupações para as autoridades do país.

‘Legado mortífero’

O submarino, cujos destroços estão a 150 metros de profundidade, está rachado em duas partes – na proa e na popa -, e diversos fragmentos da embarcação repousam ao redor.

Agora, autoridades norueguesas discutem qual seria a melhor maneira de lidar com o risco de contaminação trazido pela carga de mercúrio que ainda está dentro do submarino.

Embarcação levava cápsulas carregadas com mercúrio

Embarcação levava cápsulas carregadas com mercúrio

KYSTVERKET / NORWEGIAN COASTAL ADMINISTRATION

Nos anos seguintes à descoberta dos destroços, estudos indicaram que a concentração de mercúrio estavam acima de limites aceitáveis nos arredores do submarino.

Em 2005, a Autoridade de Segurança Alimentar norueguesa recomendou que crianças e mulheres grávidas não comessem alimentos que tivessem sido pescados naquela região.

Um estudo do Instituto Nacional de Investigação sobre Nutrição e Alimentos Marinhos concluiu que os peixes que haviam sido expostos a sedimentos da área do submarino tinham níveis mercúrio quatro vezes mais altos que os peixes de outras áreas da costa norueguesa.

Em 2014, a Administração Costeira da Noruega levantou outra preocupação: remover os destroços do submarino faria com que o material tóxico se espalhasse.

Você já viu se o DNS do seu roteador está certo hoje? Se não, é bom dar uma olhada. Em agosto, foi descoberta uma falha de segurança em roteadores da D-Link que resultou no desvio de tráfego de clientes do Banco do Brasil. Acontece que o problema é ainda mais grave: segundo a Netlab, mais de 100 mil equipamentos estão infectados para roubar informações de mais de 50 sites, incluindo os maiores bancos do país.

Foto por Scott Beale/Flickr

A empresa de segurança descobriu que 91.605 IPs brasileiros foram afetados pelo GhostDNS, um malware que modifica remotamente as configurações do roteador para que ele use um servidor DNS malicioso. Assim, ao tentar visitar itau.com.br, banco.bradesco ou bb.com.br, por exemplo, o usuário é direcionado a um site falso que o induz a digitar suas informações de acesso ao internet banking — e esses dados vão parar diretamente nas mãos do criminoso.

Quem é afetado

Mais de 70 modelos de roteadores foram infectados, segundo a Netlab. A lista inclui equipamentos da D-Link (DSL-2640T, DSL-2740R, DSL-500, DSL-500G, DSL-502G e outros), TP-Link (TD-W8901G, TD-W8961ND, TD-8816, TD-W8960N, TL-WR740N e outros), Intelbras, Multilaser, Mikrotik, Tenda, 3COM, Huawei, SpeedTouch e SpeedStream.

Não há uma lista completa dos domínios cujo tráfego é desviado pelo DNS malicioso, mas pelo menos 52 foram identificados, incluindo os cinco maiores bancos do país, bem como provedores de hospedagem e até serviços de streaming, como a Netflix. Estes são alguns dos sites afetados:

  • Bradesco (incluindo Bradesco Net Empresa e Click Conta)
  • Banco do Brasil
  • Caixa
  • Citibank
  • Credicard
  • Hostgator
  • Itaú (incluindo Itaú Personnalité)
  • Kinghost
  • Locaweb
  • Netflix
  • Santander (incluindo Superdigital)
  • Sicredi
  • UOL Host
  • WordPress

Como se proteger

O primeiro passo é manter o firmware do roteador sempre atualizado: entre no site da fabricante do produto, procure pelo código de modelo, baixe o arquivo e siga as instruções. Infelizmente, muitas empresas nunca disponibilizam correções de segurança para seus roteadores, deixando os usuários desprotegidos.

Além disso, é bom ver se não há nada errado nas configurações de DNS do seu roteador ou na sua navegação — os servidores maliciosos estão sendo denunciados e gradualmente derrubados, portanto, quem estiver infectado não conseguirá acessar a internet. Recomendamos usar o 8.8.8.8 do Google, ou o 1.1.1.1 da Cloudflare. Saiba como mudar o DNS.

O WhatsApp deverá ter uma novidade muito aguardada pelos usuários: o modo noturno. Essa informação foi publicada pelo WABetainfo, especializado em adiantar informações sobre o WhatsApp.

A principal vantagem do modo noturno é diminuir a luminosidade do display do celular. O recurso torna mais confortável o uso do aplicativo durante a noite e em locais de pouca luminosidade.

O WABetainfo conseguiu identificar que o modo noturno é uma provável mudança do aplicativo pela análise do código da plataforma. Porém, não existe um posicionamento oficial do próprio WhatsApp.

Em momentos anteriores, quando outras novidades sobre o popular mensageiro foram antecipadas, demoraram algumas atualizações até que os rumores fossem concretizados.

Concorrência

Enquanto para os usuários do WhatsApp o recurso é uma novidade, para quem prefere o Telegram, isso já não é algo novo há bastante tempo. Inclusive, é possível programar o app para que o ajuste de luminosidade seja feito automaticamente.

Uma pequena cidade norte-americana na região de São Francisco, lar do Vale do Silício, decidiu bloquear a instalação de torres de 5G próximas à sua área. Segundo reportagem do TechCrunch, o município de Mill Valley emitiu uma portaria de urgência para impedir a implementação de qualquer equipamento relacionado à tecnologia de rede em seu território. O motivo? Receio de que a radiação eletromagnética emitida pelas antenas gere problemas de saúde na população.

A portaria foi emitida após o conselho municipal receber quase 150 pedidos de moradores da cidade para limitar a instalação do 5G. A população local é de 14 mil pessoas, e apenas cinco delas se mostraram favoráveis à chegada da nova tecnologia.

O bloqueio se refere principalmente às small cells, pequenas antenas que são normalmente instaladas em postes e até mesmo orelhões. Esses equipamentos se tornaram mais populares com o crescimento do 4G, e costumam ser usados para aumentar a cobertura de uma rede sem que a operadora precise montar uma daquelas antenas enormes.

Mas há riscos? 5G causa câncer?

A dúvida é antiga, mas ainda não há consenso dentro da própria comunidade científica. O que se sabe é que o nível de radiação emitido pelas small cells é consideravelmente menor do que o das torres maiores, e a indústria diz que elas não representam um risco para a saúde.

Faz sentido, visto que elas são dedicadas a cobrir áreas pequenas, e por isso não precisam emitir um sinal com tanta força. Mas especialistas acreditam que ainda é preciso estudar melhor os efeitos da radiação, independentemente de onde ele venha.

“Baseado no que sabemos hoje, não há risco”, explicou Martin Röösli, do Swiss Tropical and Public Health Institute, a uma reportagem recente do Deutsche Welle. “Mas precisamos considerar uma margem de erro grande, porque ainda há muitas incertezas nessa área.”

Uma matéria da CBS diz quase o mesmo, citando o Instituto Nacional do Câncer nos EUA: “um número limitado de estudos trouxe algumas evidências de associação estatística de uso de celulares e riscos de tumores cerebrais, mas a maioria não viu essa relação”.

Departamento de Saúde Pública da Califórnia, no entanto, já preferiu ir com mais cautela em um alerta emitido no fim do ano passado. “Ainda que a comunidade científica não tenha chegado a um consenso sobre os riscos do uso de celulares, pesquisas sugerem que a utilização constante e a longo prazo pode impactar a saúde das pessoas”, diz o texto.

É esse receio que já fez com que outras cidades próximas a Mill Valley e ao Vale do Silício emitissem ordens similares à do pequeno município. Mas, como lembra o TechCrunch, nem todo se preocupa com isso: na China, por exemplo, os investimentos para acelerar a implantação do 5G só aumentar, e o país logo deve ter uma estrutura completa para a rede.

A atualização para o Android 8.1 (Oreo) começou a chegar aos celulares que ainda rodam a versão 7.0 (Nougat). Se você tiver um aparelho Moto G5 Plus, a boa notícia é que já é possível atualizá-lo para esta versão.

O processo abaixo é realizado diretamente no celular e leva em torno de 10 a 15 minutos para ser completado, precisando apenas de uma conexão Wi-Fi e cerca de 1,2 GB de espaço livre para armazenamento. Também é necessário estar com pelo menos 50% de carga da bateria. Vamos ao passo a passo:

  1. Entre na tela de “Configurações” do aparelho e vá em “Sobre o dispositivo”;

    Reprodução

  2. Clique em “Atualizações do sistema”, aguarde o processo de verificação caso ele ocorra e clique em “Instalar”.

    Reprodução

Apesar do processo ter sido demonstrado no Moto G5 Plus, ele é igual nos outros aparelhos da Motorola. Assim, se você tiver um aparelho da Motorola e desejar realizar a atualização do sistema, basta seguir este procedimento.

As compras feitas pelo Mercado Livre chegarão mais rápido ao consumidor futuramente graças a nova iniciativa do serviço: o Mercado Envios Flex. A nova modalidade, que será testada em São Paulo primeiramente, utilizará um aplicativo para ajudar os lojistas a encontrarem a melhor forma de fazer a entrega dentro de 24 horas.

Segundo o anúncio, o aplicativo vai disponibilizar uma rede de transportadoras para os comerciantes e, assim que o pedido do consumidor for confirmado, o dono do negócio poderá escolher entre diversas formas de entrega, incluindo a pé, de bicicleta, moto ou carro.

O objetivo da novidade é utilizar a proximidade do vendedor e os compradores para acelerar o processo de entrega. Para incentivar o uso do Envios Flex, o Mercado Livre dará destaque para as lojas que adotarem a modalidade.

No ano passado, o Mercado Livre também lançou um programa para fazer o armazenamento de mercadorias para os vendedores visando aprimorar a distribuição dos produtos. Possivelmente os lojistas que utilizam este serviço também devem adotar o Mercado Envios Flex.

O Mercado Livre ainda não anunciou quando vai disponibilizar o app, mas possivelmente os testes devem começar ainda este ano.

A Rede Nacional de Pesquisas (RNP) lançou durante o Fórum 2018, que aconteceu nos dias 28 e 29 de agosto de 2018 em Brasília, o Nasnuvens. Com uma proposta inédita, o ambiente web é focado em aplicações e serviços em cloud computing para gestores de TIC, pesquisadores, professores e alunos de pós-graduação de todo o Brasil.

“O Nasnuvens conta com um ambiente integrado e personalizado, onde estarão centralizados os serviços em nuvem da RNP e seus parceiros, permitindo que cada usuário faça a gestão das suas aplicações em um mesmo ambiente. Tudo de forma simples e intuitiva”, explica José Luiz Ribeiro Filho, diretor de Serviços e Soluções da RNP. O projeto foi desenvolvido em parceria com a Globalweb, empresa brasileira de Tecnologia da Informação.

Dentre as ofertas disponíveis, estão aplicações próprias da RNP como o Edudrive, Mconf, Compute e FileSender, além de ferramentas de provedores reconhecidos no mercado, como Office 365 da Microsoft e Gsuite for Education do Google. “As ofertas irão se ampliar ao longo do tempo com acordos que a RNP está desenvolvendo com diversos provedores de serviços e instituições parceiras.

Esses acordos seguem rigorosos critérios, baseados na vasta experiência e conhecimento da RNP no desenvolvimento e operação de serviços de TIC, bem como nas pesquisas de campo que nortearam o projeto Nasnuvens”, detalha o diretor.

Toda a tecnologia usada para construção do portal está baseada nos mais modernos conceitos de Cloud Service Broker, que integra nuvens públicas e privadas, assim como as mais variadas soluções em um mesmo local, para facilitar a experiência de uso. “O usuário acessará com sua conta única da universidade (Single Sign-On), tendo disponível um portfólio de serviços da RNP para sua instituição.

Poderá adquirir serviços gratuitos ou pagos, disponibilizados diretamente pela RNP ou parceiros, por meio de um catálogo self-service, onde aplicações e servidores serão autoprovisionados e entregues ao usuário, que terá a gestão dos seus recursos através de um workspace” explica Jônatas Mattes, Diretor de Cloud Computing da Globalweb. Segundo ele, pelo portal será possível acompanhar a performance e os custos dos serviços, podendo os ajustar conforme suas necessidades.

“O grande benefício é que os usuários terão acesso rápido a recursos tecnológicos de ponta da RNP e dos provedores de nuvem, democratizando a tecnologia e acelerando a pesquisa e a inovação. Com o ganho em escala do projeto toda a comunidade acadêmica terá uma governança melhor, além da redução de custos em infraestrutura”, reforça Mattes.

O desenvolvimento da primeira versão durou cerca de cinco meses e representa um grande passo para fomentar a pesquisa e o desenvolvimento científico do Brasil. “O Nasnuvens foi baseado no conhecimento e entendimento que a RNP tem das necessidades e das demandas tecnológicas dos coordenadores, professores, pesquisadores e alunos dos programas de pós-graduação (PPGs) brasileiros”, reforça Ribeiro Filho . Segundo ele, esse projeto é fundamental para ampliar a cooperação entre pesquisadores, pois tem como diferencial o uso da abordagem do Design Thinking, combinada com metodologias ágeis, que colocam o usuário final no centro do processo e criam soluções de forma colaborativa.

*Fonte: Assessoria de Imprensa da Globalweb.

Um memorando interno do Facebook mostra como seus funcionários são “obcecados em encontrar novas maneiras de atrair jovens”, segundo o BuzzFeed.De acordo com a publicação, o Facebook usa a equipe do aplicativo “TBH” (de pesquisas online) como referência.

“No memorando, os fundadores da TBH disseram aos seus novos colegas sobre ‘um truque psicológico’ que empregaram para adquirir em massa os usuários adolescentes: uma combinação de extração de informações de contas de alunos do colegial no Instagram, brincando com a curiosidade da juventude e aproveitando horas de intervalo entre aulas”, afirmou Buzzfeed.

O TBH foi comprado pelo Facebook em 2017. No começo deste ano, o aplicativo foi descontinuado

Mais frases do memorando: “O objetivo de compartilhar essas táticas é fornecer orientação para o desenvolvimento de produtos no Facebook — especificamente aqueles que ainda não atingiram o mercado de produtos”, disseram no email interno.

As táticas do TBH, como descritas no memorando, envolviam até o desenvolvimento de diferentes contas privadas no Instagram divulgando o aplicativo e seguindo alunos de escolas específicas. Dessa maneira, os alunos eram guiados pela curiosidade de descobrir mais informações sobre as contas privadas do TBH.

O Facebook conta com 2,5 bilhões de usuários em seus produtos, que contabilizam também o Messenger, WhatsApp e Instagram

“Por exemplo, ao usar as Promoções Rápidas (ou QPs) do Facebook, devemos evitar o fornecimento de um link de download instantâneo”, dizia a nota sobre a tática. “Em vez disso, devemos solicitar permissão de notificação por push para alertar os usuários segmentados em uma data posterior. Dessa forma, podemos coletar seu interesse e contatá-los simultaneamente para garantir uma grande massa durante a hora do lançamento [de um produto]”.