Existem, infelizmente, muitos softwares aparentemente legítimos no Windows que usam de práticas desonestas para fazer seus usuários pagarem por uma versão “PRO”. Agora a Microsoft, por meio do Windows Defender, começará a combater e remover esses aplicativos que utilizem a tática do medo para assustar seus usuários a desembolsar uma quantia.

A empresa está direcionando esforços em um foco específico. O alvo são aqueles programas que normalmente são baixados gratuitamente e prometem diagnóstico e solução de problemas, muitas vezes inexistentes, que estariam causando lentidão na máquina. Contudo, após cumprir sua função básica, o software começa a alertar seu usuário de problemas mais graves, que só podem ser solucionados com a versão mais avançada.

Essa tática é conhecida como scareware; são programas que, em vez de oferecer um serviço legítimo ao usuário, tentam dar nele um susto grande o bastante para incentivá-lo a pagar por um produto.

Com a nova visão da Microsoft, o software que for considerado coercitivo pela empresa pode ser punido e removido de computadores pelo Windows Defender. A empresa considera comportamento abusivo os alertas que exageram riscos, avisos de que a única forma de corrigir o problema é pagando uma versão mais avançada ou mensagens de que o usuário precisa agir dentro de um período limitado de tempo. O Windows Defender também penalizará pagamentos diretos e a orientação a usuários responderem a pesquisas ou se cadastrarem em newsletters como forma de compensação pelo serviço.

Esse tipo de prática já existe no Windows há décadas e aparece em diversos formatos. Em sua modalidade mais inocente, o programa não faz nada maligno ao perceber que o usuário não vai ceder à ameaça. No entanto, o software pode recorrer a técnicas mais agressivas, que podem incluir a remoção de arquivos e registros importantes do sistema operacional para causar transtornos reais como forma de “provar” seu benefício.

No ano passado, a LG arrumou problemas na justiça dos EUA com uma ação coletiva contra a companhia após todos os seus celulares tops de linha lançados entre 2015 e 2016 apresentarem o problema do “bootloop”. Agora, quase um ano depois, o processo chegou ao seu fim com um acordo que pagará US$ 425 às vítimas ou um desconto de US$ 700 na compra de um novo celular da LG.

O processo em questão envolveu vários modelos lançados pela LG durante um período de dois anos, incluindo o G4, o G5, o V10, o V20 e o Nexus 5x, desenvolvido em parceria com o Google. Todos eles passaram por casos de falhas frequentes envolvendo o famigerado “bootloop”.

Caso você não saiba o que é o “bootloop”, uma breve explicação: o defeito faz com que o celular comece a apresentar travamentos aleatórios, reiniciar sozinho e perder velocidade com pouco tempo de uso. Depois de algum tempo apresentando esses problemas, o celular simplesmente para de funcionar.

A acusação alega que o defeito era causado por um processador mal soldado à placa-mãe do celular. Isso fez com que os aparelhos fossem incapazes de aguentar o calor e começassem aos poucos a deteriorar a experiência do usuário. A LG chegou a confirmar que essa era a exata causa do defeito, apontando a frouxidão dos contatos entre os componentes. A empresa começou a oferecer celulares substitutos, mas a acusação era de que os novos aparelhos tinham os mesmos defeitos; além disso, clientes que estavam fora do período de garantia não tiveram seu smartphone trocado.

No entanto, ainda que o seu celular da LG tenha apresentado o mesmo problema aqui no Brasil, não será possível reclamar o valor previsto. O acordo vale apenas para os participantes da ação coletiva, que incluem apenas residentes dos EUA.

O Facebook divulgou ontem o seu balanço referente ao quarto trimestre de 2017 e, para variar, os números da empresa bateram recordes. Mais de 1,4 bilhão de pessoas no mundo (um número maior que a população inteira da China, e cerca de sete vezes a população brasileira inteira) acessam a rede social todo dia, de acordo com a empresa.

Considerando o número de pessoas que acessa a rede ao menos uma vez por mês, são 2,13 bilhões. Embora o número impressione, ele representa um crescimento de apenas 2,18% com relação ao trimestre anterior – o que, segundo o TechCrunch, é o menor crescimento que a empresa já divulgou. Comparando com o final de 2016, no entanto, o crescimento foi de 14%.

Por mais que o crescimento tenha sido lento no último trimestre, a receita da empresa teve resultados muito positivos. Entre o começo de outubro e o fim de dezembro de 2017, o Facebook ganhou quase US$ 13 bilhões (R$ 40 bilhões). Dividindo a receita pelo númeo de usuários mensalmente ativos, é possível concluir que cada usuário dá ao Facebook, em média, uma receita de US$ 6,18 (R$ 19,64). De toda essa receita, US$ 4,26 bilhões (R$ 13,54 bilhões) foram lucro.

Ao longo do ano todo, a receita da empresa foi de quase US$ 40 bilhões – US$ 39,94 bilhões (R$ 126,92 bilhões) para ser mais exato. O lucro anual da empresa ao longo de 2017 foi de US$ 15,93 bilhões (R$ 50,61 bilhões)

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Nem tudo foram flores no balanço mais recente da empresa, no entanto. Nos Estados Unidos e Canadá, por exemplo, o número de usuários diários da rede social caiu de 185 para 184 milhões. De acordo com Mark Zuckerberg, essa queda pode ser resultado das mudanças que a rede social fez recentemente em seu algoritmo, com o objetivo de mostrar aos usuários conteúdos que gerassem engajamentos mais significativos.

Essas mudanças também geraram uma queda no tempo que cada usuário passa na rede social. Em média, cada usuário pasou 2,14 minutos a menos por dia no Facebook. Pode parecer pouco, mas considerando todos os usuários da rede, dá uma queda de quase 50 milhões de horas (mais de cinco mil anos) por dia – 5% no tempo total que as pessoas passam no Facebook.

Mais notável, no entanto, é que os escândalos nos quais a rede social se envolveu ao longo dos últimos anos pareceram não afetar seu desempenho financeiro. A empresa vem sendo investigada por permitir que agentes russos usassem sua plataforma de anúncios para manipular os resultados das eleições estadunidenses de 2016, por exemplo.

Fora isso, a empresa passou mais de um ano sabendo que sua plataforma de anúncios permitia discriminação étnica em anúncios de imóveis e empregos – o que é ilegal nos Estados Unidos – e mesmo assim não tomou medidas eficazes para impedir que isso ocorresse.

Uma empresa conhecida pelos seus motores a combustão ruidosos está prestes a abraçar o transporte movido a enegia elétrica. Trata-se da Harley-Davidson, que de acordo com a Bloomberg pretende lançar uma motocicleta elétrica “dentro de 18 meses” – o que significa que ela provavelmente chegará ao mercado em 2019.

A moto, que ainda não tem nome, será a primeira moto elétrica comercial produzida pela Harley. Mas não será exatamente a primeira moto elétrica que ela já fez. Em 2014, ela divulgou um protótipo chamado “Project Loudwire”, uma moto elétrica capaz de ir de 0 a 100 quilômetros por hora em cerca de 4 segundos, segundo o The Verge. Por outro lado, ela tinha uma autonomia relativamente limitada: ela conseguia rodar no máximo 88 quilômetros antes de precisar de uma recarga.

Xerox, empresa que já foi líder no setor de hardware de impressão e que se tornou sinônimo de cópias impressas, já não vive mais dias de glória. A companhia foi comprada pelo grupo Fujifilm, do Japão, por US$ 6,1 bilhões, noticiou nesta semana a Bloomberg.

Os acionistas atuais da Xerox vão receber US$ 9,80 por ação, de modo que a Fujifilm vai se tornar acionista majoritária dona de 50,1% da empresa. Na prática, a Xerox perde sua independência após mais de 100 anos de história.

As duas empresas já são parceiras em partes da Ásia há mais de 50 anos. Fruto desse empreendimento conjunto, a chamada Fuji Xerox passa a ter uma previsão de receita anual de US$ 18 bilhões, enquanto cerca de 10 mil empregos serão cortados do conglomerado. A Xerox valia US$ 8,3 bilhões antes da compra.

Além de fabricar as copiadoras mais famosas do mundo e de ver seu nome transformado em verbo, a Xerox também teve uma participação importante na história da computação. Foi no seu departamento de pesquisa e desenvolvimento de Palo Alto, o Xerox PARC, que Steve Jobs conheceu a interface gráfica guiada por mouse.

Mais tarde, essa tecnologia seria usada no sistema operacional do Macintosh e no Windows, tornando o uso de computadores domésticos mais simples e acessível. Numa entrevista de 1995, Jobs (que já não trabalhava mais na Apple) disse que se apropriou de uma ideia mal explorada pela Xerox.

Mas, segundo ele, se a empresa tivesse apostado de forma mais efusiva nas descobertas da sua equipe de pesquisadores, teria vencido a Apple e a Microsoft na corrida pelo computador pessoal do futuro. “Ela teria sido tão grande quanto a IBM”, disse Jobs na entrevista em questão.

Enquanto muitos apostam que os carros autônomos serão a solução para o trânsito nas grandes cidades, outros acreditam que dispositivos voadores, como mochilas a jato e hoverboard, podem funcionar melhor.

Conforme relata o TechTimes, o inventor Franky Zapata é um destes entusiastas. Ele desenvolveu uma espécie de hoverboard, chamado Ezfly, com propulsor a jato, capaz de atingir até 130 km/h e chegar a 10 mil pés de altura, algo em torno de três quilômetros.

Zapata é conhecido por desenvolver veículos aquáticos de propulsão e já chegou a apresentar em meados de 2016 o Flyboard Air – um modelo preliminar do Ezfly. O produto ainda não tem data de lançamento prevista.

Confira o vídeo:

 

Confirmando rumores que surgiram em novembro passado, a Nintendo anunciou que um novo filme de “Super Mario” está em produção em parceria com a Illumination Entertainment, de “Minions”.

Poucos detalhes foram confirmados, mas, de acordo com o Twitter da Nintendo, a película será produzida em uma parceria entre Chris Meledandri, de “Minions” e “Meu Malvado Preferido”, e Shigeru Miyamoto, criador do Super Mario.

Um grupo de pesquisadores publicou nesta semana um estudo na Nature Biotechnology mostrando como eles sequenciaram e montaram o genoma humano usando um dispositivo de tamanho semelhante a um pen drive. O aparelho, chamado de MinION, é capaz de se conectar a um computador e ler sequências de DNA para identificar espécies e, potencialmente, detectar doenças.

Além de conseguir ler todos os pares de bases contidos no DNA humano, o MinION ainda fez mais: de acordo com o STAT, o aparelho ajudou a preencher 12 lacunas no genoma humano. Essas lacunas são áreas do nosso DNA cuja composição e função ainda não são totalmente conhecidas pelos cientistas. Por isso, ainda não é possível saber o que os genes contidos nesses espaços fazem.

O DNA é a cadeia de bases nitrogenadas (chamadas de A, C, G e T) responsável por cada aspecto do nosso corpo. Sequenciar o DNA humano significa “ler” cada uma dessas bases e entender como elas contribuem para as nossas características. Esse tipo de pesquisa leva a uma melhor compreensão sobre problemas e doenças genéticas, por exemplo; no futuro, com tecnologias de edição genética, pode trazer também uma revolução na medicina.

Supostamente, o genoma humano já está “completo”, o que significa que os pesquisadores já conhecem todos genes que compõem nosso DNA e sabem o que eles fazem. No entanto, ainda segundo o STAT, restam algumas lacunas que ainda não são conhecidas. Isso porque algumas partes do nosso DNA são repetitivas, e por isso é difícil para os pesquisadores entender onde, em nosso genoma, elas se encaixam. Essas lacunas representam cerca de 9% do nosso código genético, e o MinION ajudou a preencher 12 delas.

O aparelho

De acordo com o Gizmodo, o MinION é um sequenciador de nanoporos voltado para cientistas. Ele tem aproximadamente o tamanho de um pen drive – muito menor que sequenciadores tradicionais, que têm o tamanho de impressoras de escritório. Ele se conecta diretamente a um computador, e usa o poder computacional da máquina para ler o DNA das amostras que são colocadas nele.

Trata-se de um sequenciador de nanoporos. Ele funciona da seguinte maneira: ele tem uma membrana com furinhos muito pequenos (os nanoporos), à qual é aplicada uma voltagem. Em seguida, o aparelho passa a amostra de DNA por essa voltagem, e cada base nitrogenada (A, C, G ou T) reage de maneira diferente. O dispositivo detecta essas reações e, com isso, consegue sequenciar o DNA da amostra.

Por tratar-se de um aparelho bem complexo, ele custa US$ 1.000 (R$ 3.913), mas de acordo com cientistas ouvidos pelo Gizmodo, vale a pena. “Conseguimos sequenciar pedaços muito maiores de DNA do que já pudemos antes”, disse Matthew Loose, um dos autores do estudo, ao site. É essa propriedade que permitiu ao aparelho preencher as lacunas no genoma humano.

Isso porque, em geral, o sequenciamento de DNA é feito com pedaços curtos. Esses pedaços depois são “montados” para gerar o genoma inteiro. Mas como o DNA humano é repetitivo, às vezes é difícil saber onde, precisamente, cada pedaço se encaixa. O MinION, no entanto, foi capaz de ler mais de 882 mil pares de bases nitrogenadas de uma só vez – as máquinas mais precisas lêem apenas cerca de 200 a cada vez.

Desvantagens

No entanto, o MinION ainda tem uma taxa de erros relativamente alta – na casa de alguns a cada centena. Isso pode ser melhorado fazendo várias leituras de uma mesma sequência de DNA, mas mesmo assim, ainda acontecem erros na casa de alguns em cada milhar. Mesmo assim, a capacidade do dispositivo de sequenciar longos trechos compensa essa falha, já que computadores conseguem entender, mesmo com possíveis erros, onde o trecho se encaixa.

Mas isso custa bastante. De acordo com o Ars Technica, sequenciamentos mais longos chegam a exigir até 50 mil horas de processamento (que podem ser reduzidas com o uso de mais de um CPU). E alguns softwares de leitura sequer funcionavam com as sequencias mais compridas. Mesmo assim, a empresa por trás do MinION pretende continuar investindo no ramo e lançar, na sequência, outro dispositivo semelhante capaz de se conectar também a smartphones.

A Adobe liberou na última quinta-feira, 1º, um aviso de segurança sobre uma nova vulnerabilidade no Flash Player.

Segundo a empresa, a vulnerabilidade, identificada como CVE-2018-4878, é crítica e afeta o Adobe Flash Player 28.0.0.137 e versões anteriores para os sistemas Windows, macOS, Linux e ChromeOS. Aparentemente, um cibercriminoso poderia aproveitar a brecha para invadir e assumir completamente o controle do sistema de um computador.

“A Adobe está ciente que uma exploração para CVE-2018-4878 existe e está sendo usado em ataques limitados e direcionados contra usuários do Windows”, afirma o comunicado, que ainda informa que a falha utiliza documentos do Office com conteúdo malicioso em Flash incorporado.

A empresa planeja lançar uma atualização com correção para a vulnerabilidade na próxima segunda-feira, dia 5 de fevereiro.

Um levantamento publicado ontem pela empresa de pesquisa de mercado IDC revelou que o fim de ano de 2017 foi consideravelmente mais fraco para o mercado de smartphones que o de 2016. De acordo com os dados da empresa, foram vendidos 403,5 milhões de celulares no mundo entre outubro e dezembro de 2017, uma queda de 6,3% ante os 430,7 milhões do mesmo período em 2016.

No total do ano de 2017, foram 1,472 bilhão de aparelhos vendidos no mundo – um resultado praticamente idêntico ao de 2016, quando foram vendidos 1,473 bilhão. Segundo Anthony Scarsella, gerente de pesquisa sobre smartphones da IDC, os mercados desenvolvidos viram quedas maiores, pois os consumidores desses mercados não pareceram ter muita pressa em atualizar seus dispositivos. Nos mercados emergentes, com mais pessoas comprando seus primeiros celulares, houve crescimento.

O mercado de celulares, segundo Jitesh Ubrani, analista de pesquisa sênior da IDC, está se concentrando nas mãos de algumas poucas fabricantes. Entre os dispositivos top de linha, marcas tradicionais como Apple, Samsung e Huawei mantém um forte domínio. Por outro lado, no setor de entrada, as chinesas Vivo, Oppo, Honor e Xiaomi oferecem “incrível concorrência”. Isso dificulta que novas empresas entre no mercado.

Tanto a IDC quanto a Strategy Analytics notam que, durante o quarto trimestre de 2017, a Apple superou a Samsung em número de smartphones vendidos. A empresa da maçã vendeu 77,3 milhões de celulares no mundo entre outubro e dezembro do ano passado. A empresa coreana, por sua vez, vendeu 74,4 milhões de tais dispositivos no mesmo período.

Segundo o VentureBeat, não se trata de uma grande ultrapassagem, mas sim de uma tendência recorrente. No ano passado, a Apple também vendeu mais que a Samsung durante o período das festas; nos outros nove meses do ano, porém, a empresa coreana fica na frente.

Considerando o ano de 2017 inteiro, a Samsung vendeu 317,3 milhões de celulares, dominando 21,6% do mercado. Na comparação com o ano anterior, esses números representam um aumento tanto no número total (que fora de 311,4 milhões) quanto na fatia de mercado (21,1%). A Apple, por sua vez, vendeu 215,8 milhões de iPhones e deteve 14,7% de participação de mercado – números maiores (mas não muito) do que no ano anterior (215,4 milhões e 14,6%).